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segunda-feira, 3 de março de 2014

Livro: A Noite dos Mortos Vivos


É março, e finalmente pra nós, ávidos fãs que se alimentam de horror, chega na pré-venda o primeiro lançamento de 2014 da Editora DarkSide, aquela que "simplesmente" é a 1ª editora do Brasil inteiramente dedicada ao terror e à fantasia.
E o livro da vez sai diretamente da tumba, ergue-se de forma aterrorizante e certamente vai tomar espaço em sua cabeceira. Um único conselho: cuidado ao ser abocanhado, porque estamos falando do clássico absoluto A Noite dos Mortos Vivos.

O marco fundamental na história dos mortos. O divisor de águas. O criador de um subgênero. Parafraseando o que eu já escrevi por aqui,  adjetivos não faltam quando falamos do primeiro filme que mostrou pessoas mortas, que voltaram a vida e agora perseguem até mesmo seus entes queridos em busca de carne humana.

Na verdade quando George A. Romero, ainda estudante de cinema, e o amigo John Russo juntaram-se e escreveram em quatro mãos o roteiro de The Night of the Living Dead certamente não sabiam o que iriam desencadear, literalmente foram capaz de criar um monstro ou se preferir toda uma epidemia. 

John Russo adaptou a história do filme neste romance que a DarkSide® traz para o Brasil, em comemoração aos 45 anos do filme. O livro A Noite dos Mortos-Vivos inclui ainda uma surpresa para os leitores: o texto integral da sequência do clássico, que nunca chegou a ser filmada, chamada de A Volta dos Mortos-Vivos (mas não confunda com o divertidíssimo The Return of the Living Dead de 1985, apesar de Russo também ser um dos roteiristas).

Classic Edition
Limited Edition

Isso mesmo: são dois romances de John Russo no mesmo volume. \o/

E como já conhecido pelos fãs da editora, a obra sai em duas edições: a Limited Edition, em capa dura e a Classic Edition, em brochura e preço mais acessível. Ambas com o acabamento luxuoso como todas as edições da DarkSide®.




Totalmente indispensável para todos os fãs do gênero.


John Russo
JOHN RUSSO (1939) é escritor, roteirista e diretor, conhecido por sua participação na obra seminal de
George Romero A Noite dos Mortos-Vivos (1968). Escreveu os roteiros para Midnight (1982), filme que
também dirigiu; The Return of the Living Dead (1985) e Night of the Living Dead (1990). Atuou em pequenos papéis como ator, o mais conhecido deles com o zumbi não creditado do clássico de 1968. Seus livros de não ficção Making Movies e Scare Tactics são considerados Bíblias do cinema independente e reverenciados por nomes como Steven Spielberg, George Lucas, Stephen King e Quentin Tarantino.

Ficha Técnica
Título | A Noite dos Mortos-Vivos
Autor | John Russo
Tradutor | Lucas Magdiel
Editora | DarkSide®
Edição | 1ª
Idioma | Português
Especificações | 320 páginas (estimadas)
Dimensões | 14 x 21 cm
ISBN | 978-85-66636-20-8 (Capa Dura) | 978-85-66636-21-5 (Brochura)
Lançamento | Março de 2014 

Mais informações vc@darksidebooks.com | www.darksidebooks.com.
Nós apostamos no escuro!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A Noite dos Mortos Vivos (The Night of the Living Dead) - 1968


O marco fundamental na história dos mortos. O divisor de águas. O criador de um subgênero. Adjetivos não faltam quando falamos do primeiro filme que mostrou pessoas mortas, que voltaram a vida e agora perseguem até mesmo seus entes queridos em busca de carne humana (iohhh ioohh - momento Skylab).

Um filme feito com pouquíssimos recursos e muita criatividade, que aparece sempre no top 3 de qualquer lista de melhores filme de terror de todos os tempos. E não é pra menos, afinal temos aqui a inovação de todo um gênero. O relato de uma sociedade paranóica com ameaças de guerras nucleares. E como viraria quase um clichê nos filmes de Romero, temos uma forte crítica social, racial, entre outras coisinhas mais. 

A história todos já conhecem, os irmãos Johnny e Barbra estão em um cemitério a fim de visitar o túmulo de seu pai, quando um homem cambaleante os ataca, assassinando Johnny e obrigando a guria fugir. Ao longo de sua fuga Barbra encontra uma casa para se esconder. Não demora muito e outro sobrevivente também encontra a casa, este é Ben, o cara que vai levar todo o filme nas costas. Além deles, outras pessoas também estão refugiadas por ali, dois casais e a filha mordida.

Claro que a ideia seria todos os sobreviventes reunirem forças e lutarem contra a ameaça dos zumbis. Mas não é bem isso que acontece, são pessoas diferentes e muitas preocupam-se mais consigo mesmas e com seus interesses. Acho que isso faz de Night um filme extremamente corajoso, onde os realizadores não tiveram medo de expor fraquezas e interesses de seus personagem. E o final, sério precisa de muita audácia para se expor e colocar na tela o que realmente havia sido planejado, admiro quem tem coragem de mostrar algo tão pessimista e autoral, de matar seus personagens.

Interessante que não temos uma exata explicação do porque que os mortos levantam-se, mas certamente isso não vem ao caso. Afinal aqui não são zumbis apáticos, pela primeira vez não são os feiticeiros usando do vodu para a escravidão.

Claro que talvez A Noite não agrade todos os públicos hoje em dia, mas sua importância é inegável. Continua sendo original após 45 anos, assista qualquer filme atual de zumbis, são todos cópias da primeira cria de Romero, ele praticamente criou a cartilha dos mortos: o canibalismo, a desolação, a luta pra viver, o drama da perda e volta de entes queridos e principalmente a transmissão pela mordida. Tudo isso já foi mostrado em 1968. Curvem-se a Noite em que os mortos levantaram pela primeira vez.

O site Boca do Inferno tem um artigo completíssimo, falando inclusive da produção do filme, caso queira ler aqui está o link

Assista o clássico absoluto dos mortos clicando aqui.



Ficha técnica:
Sinopse:A radiação provocada pela queda de um satélite faz com que os mortos saiam de suas covas como zumbis comedores de gente, fazendo com que um grupo de pessoas refugiados em uma casa tenham que lutar pela sobrevivência contra uma horda sedenta de carne e sangue
Título no Brasil:  A Noite dos Mortos-Vivos
Título Original:  Night of the Living Dead
País de Origem:  EUA
Gênero:  Terror
Tempo de Duração: 96 minutos
Ano de Lançamento:  1968
Direção:  George A. Romero
Elenco
Duane Jones ... Ben
Judith O'Dea ... Barbra
Karl Hardman ... Harry
Marilyn Eastman ... Helen
Keith Wayne ... Tom
Judith Ridley ... Judy
Kyra Schon ... Karen Cooper
Charles Craig ... Newscaster / Zombie
S. William Hinzman ... Cemetery Zombie
George Kosana ... Sheriff McClelland
Frank Doak ... Scientist
Bill 'Chilly Billy' Cardille ... Field Reporter

Dia 1.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Despertar dos Mortos (Dawn of the Dead) - 1978

A obra-prima de George A. Romero. É um pouco difícil falar de Dawn, afinal este é o filme mais completo da série dos mortos, iniciada dez anos antes com A Noite dos Mortos Vivos e continuado em 1978 com o   Amanhecer dos Mortos, título que traduziria melhor o planejado pelos realizadores, para representar a ordem cronológica dos acontecimentos. Certamente foi o filme que eu mais ouvi falar na minha infância, pois meu pai teve a oportunidade de vê-lo no cinema e sempre citava como referência em zumbis o tal Zumbi, título que recebeu por aqui no seu lançamento.

Além de ser um ótimo exemplar de horror, pois não faltam 'monstros', mortes e sangue, pode e deve ser apreciado por qualquer fã de cinema em geral. Pois como marca registrada do diretor apresenta fortes críticas, principalmente a  sociedade consumista em que vivemos. Seria Romero um visionário ou simplesmente não evoluímos nada no decorrer dos 35 anos passados de filme? Uma lição de como fazer cinema construtivo. 

Algo que realmente me impressiona muito em Dawn são os dramas existenciais vividos pelas personagens centrais, que buscam refúgio no shopping em meio ao ataque zumbis. Por exemplo a gravidez de Francine, coloque-se na situação dela, em que mundo seu filho nascerá, sem nem mesmo saber se estará viva no próximo dia.

Outra coisa que acho incrível é o início, nos mostrando a queda dos meios de comunicação.  Imagine-se hoje, somente a falta da internet, a falta de informação já seria o suficiente para o caos.

Se na Noite... já nos impressionávamos com as cenas de canibalismo, imagine aqui o choque das cores, da palidez acinzentada dos mortos em contraste com o vívido sangue vermelho.

Durante o filme vamos acompanhar um grupo de pessoas, completamente diferentes e desconhecidas que buscam abrigo em um shopping center. É claro que não irá demorar até os zumbis os encontrarem e terem que lutar pela sobrevivência. Interessante que além da possibilidade do ataque dos mortos, veremos que  os  vivos podem ser muito piores.

Temos aqui cenas interessantíssimas e zumbis inesquecíveis. Quem não lembra do Flyboy, conhecido por aqui pela tradução Tarzan. Destaque também para o hare krishna zumbi, fdp!

Enfim, a cartilha dos mortos está aqui. Se em um filme Romero conseguiu inventar um subgênero, neste segundo alcançou a perfeição, copiada centenas, talvez milhares de vezes.

Clássico absoluto. Maquiagem de Savini, produção de Argento e trilha sonora da banda Goblin.

Lançado em dvd por aqui, em sua versão integral de 126 minutos. Essa é a versão completa, que as vezes se torna um pouco cansativa por cenas demasiadamente arrastadas, mas que não prejudica em nada a diversão.


Ficha técnica:
Sinopse: Sequência direta de A Noite dos Mortos Vivos (1968), o filme mostra quatro pessoas que tentam sobreviver aos ataques dos zumbis sedentos de carne fresca e miolos. Eles se refugiam em um shopping abandonado, enquanto o número de zumbis ao redor do lugar aumenta cada vez mais
Título no Brasil:  Despertar dos Mortos
Título Original:  Dawn of the Dead
País de Origem:  Itália / EUA
Gênero:  Terror
Tempo de Duração: 126 minutos
Ano de Lançamento:  1978
Direção:  George A. Romero
Roteiro: George A. Romero
Elenco
David Emge ... Stephen
Ken Foree ... Peter
Scott H. Reiniger ... Roger
Gaylen Ross ... Francine
David Crawford ... Dr. Foster
David Early ... Sr. Berman
Richard France ... Scientist
Howard Smith ... TV Commentator
Daniel Dietrich ... Givens
Fred Baker ... Commander
James A. Baffico ... Wooley
Rod Stouffer ... Officer on Roof
Jese Del Gre ... Old Priest
Tom Savini … Motorcycle Raider


Faltam 2 dias.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Dia dos Mortos (Day of the Dead) - 1985


Mortos levantam-se a noite, não demora muito até o amanhecer e despertarem, para enfim termos O Dia dos Mortos. Acho que podemos definir assim a principal Série dos Mortos, criada por George A. Romero, uma figura pra lá de lembrada aqui no Horror em Blog, afinal não há como entrar no mundo dos seres cambaleantes, comedores de carne humana sem citá-lo.

Dia dos Mortos é o filme mais gore presente na série, apresenta as melhores maquiagens e os personagens mais marcantes. Afinal quem não lembra-se do simpático Bub? O zumbi que cumprimenta sua tia Alice por telefone. E o Capitão Rhodes? Dividido em dois pelos mortos famintos.

Além disso, como Romero sempre é aclamado pela crítica presente em seus filmes acredito que Dia seja um prato cheio para essa discussão. Afinal o filme gira em torno de cientistas e militares, ambos disputando o poder, ambos brincando com a vida (ou morte) humana.

Tudo começa com uma espécie de pesadelo vivido pela Dra. Sara Bowman, nossa protagonista, onde mãos saem da parede tentando agarrá-la, em uma cena muito bem feita. Passado este primeiro momento, vemos o verdadeiro apocalipse zumbi, mostrado na sua melhor forma. Impagável a destruição mostrada, onde os militares tentam encontrar sobreviventes para levar para a base subterrânea mas deparam-se apenas com zumbis e o caos que impera na terra. Acredito que esta possa ser uma das melhores cenas já mostradas em filmes de zumbis, caso queira conferí-la clique aqui.

Durante o filme acompanharemos os personagens presos na base militar, liderados pelo autoritário Capitão Rhodes, todos a ponto do descontrole. Cientistas fazendo experimentos em zumbis, liderados pelo Dr. Frankenstein. E a certeza que os mortos não irão demorar a juntar-se a eles.

Claro que cada um tem suas preferências, mas da trilogia dos mortos tenho sérias dúvidas se este não é o meu preferido, principalmente pela maneira suja e crua na qual é conduzido. Ah! E aquela musiquinha (leia trilha sonora impressionante) ficará gravada por todo o sempre em sua memória.

Além disso, aqui Savini mostra sua melhor forma de maquiador. Vísceras expostas, como somente os italianos haviam mostrado. Além da ideia dos mortos em diversos estágios de decomposição.

Não preciso dizer que este filme deve ser visto e revisto, e não somente pelos fãs de zumbis, mas por todos aqueles que apreciam o horror em suas quaisquer formas.

Lançado por aqui e VHS, DVD e Blu-ray.


Ficha técnica:
Sinopse: Os mortos-vivos dominaram a Terra, e apenas um pequeno número de humanos conseguiu resistir. Estes sobreviventes, entre eles soldados e cientistas, se refugiaram em um abrigo militar subterrâneo, mas a situação está cada vez mais crítica: o estoque de alimentos está baixando, e a munição e os medicamentos estão cada vez mais escassos. A sobrevivência dos humanos só poderá ser garantida se este grupo chegar até um local inacessível, descobrir como combater os mortos-vivos e enviá-los de volta para suas sepulturas. Uma das últimas esperanças pode estar nas pesquisas realizadas pelo excêntrico Doutor Logan, mas a tensão e o desespero entre os humanos crescem cada vez mais, e eles se entregam a uma terrível batalha pela vida. O resultado é o mais negro dos dias de horror que o mundo já conheceu.
Título no Brasil: Dia dos Mortos
Título Original: Day of the Dead
País de Origem: EUA
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 100 minutos
Ano de Lançamento: 1985
Direção: George A. Romero
Roteiro: George A. Romero
Lori Cardille... Dr. Sarah Bowman
Joseph Pilato...  Capitão Rhodes
Terry Alexander ... John
Jarlath Conroy ... William "Bill" McDermott
Anthony Dileo Jr. ... PVT. Miguel Salazar
Richard Liberdade ... Dr. Matthew "Frankenstein" Logan
Sherman Howard ... Zumbi Bub
Gary Howard Klar ...  Steele
Ralph Marrero ... Rickles
John Amplas ... Dr. Ted Fisher
Phillip G. Kellams como ... Moleiro
Taso N. STAVRAKIS ... Torrez
Gregory Nicotero ... Johnson

Faltam 3 dias.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Terra dos Mortos (Land of the Dead) - 2005


Algo que podemos acompanhar nos filmes de mortos criados por George A. Romero é uma linha temporal evolutiva. Em seu primeiro filme de 1968, A Noite dos Mortos Vivos, tínhamos um local isolado onde zumbis atacavam e ao final os vivos jugavam ter combatido a epidemia. Em Despertar dos Mortos de 1978, a coisa estava muito maior, vemos a decadência dos meios de comunicação, vemos as pessoas fugindo procurando abrigo e mortos por todos os lugares. Já em 1985 em Dia dos Mortos, temos o mundo devastado, ruas tomadas pelos mortos, e vivos escondidos e trancafiados.

Após o grande "BUM dos Mortos" em 2004, com a refilmagem de Despertar..., temos diversas produções envolvendo zumbis, vindas de todos os cantos do mundo. E para nosso delírio o Pai dos Mortos está de volta. O simpático velhinho, com seus óculos de armações imensas e cabelo branquinho (não, não estou falando do Papai Noel!!!) retorna ao gênero que ele mesmo criou e desta vez seus mortos não estão para brincadeira.

Em Terra dos Mortos, os zumbis tomaram conta de tudo e os vivos vivem isolados em uma espécie de ilha, cercados por todos os lados.

Temos aqui mortos muito inteligentes que usam ferramentas e armas. Mas que com certeza tem muito mais caráter que os poderosos, chefões da cidade dos sobreviventes. 

Acho um tanto estranho essa ideia dos mortos manterem suas memórias e tentarem repetir o que faziam em vida. Mas se analisarmos, Romero já havia deixado isso bem claro em Dawn, quando os mortos voltam ao shopping atrás de suas lembranças.

A forma crítica de fazer cinema, habitual em Romero, também se faz presente nesta quarta parte da série dos mortos. Temos o poder centralizado nas mãos de um homem ganancioso e vil, enquanto a população vive nas ruas sem as menores condições. Na verdade, Land me fez lembrar uma espécie de paródia do Império Romano, onde os poderosos vivem com todo o luxo possível e a população não tão inocente, tem divertimentos inescrupulosos, usando os mortos além de outras pessoas.

Mas tirando toda a parte filosófica da coisa, hehe, Land é um ótimo filme. Tem várias situações interessantes envolvendo os mortos, maquiagens muito boas, Asia Argento também muito boa, tem tiroteio e ação, para os mais inquietos e lições de moral, enfim é Romero.

Em relação a história do filme, vemos um grupo de pessoas que saem da cidade cercada em busca de mantimentos, enfrentando e enganando os pobres mortos, em cenas que realmente me dão pena. Mas os mortos, liderados por Big Daddy resolvem invadir a cidade. Pausa para comentário da cena espetacular, quando os mortos surgem pela água. Bom, o resto você já sabe ou ao menos imagina, vamos acompanhar um grupo de pessoas tentando sobreviver ao ataque dos zumbis e encontrar um local melhor para viver! Que lindo!

Como eu quase não sou fã, legal comentar a presença de Tom Savini, que mais uma vez dá as caras por aqui, e após ser mordido tem uma fala incrível, dizendo que sempre quis saber como era o outro lado.

Recomendado!!!



Ficha técnica:
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Sinopse: Seres humanos vivem ilhados numa pequena cidade, enquanto zumbis povoam o resto do mundo. Os ricos tentam manter a ilusão de que ainda moram num mundo normal, isolados em torres. O restante é obrigado a viver nas ruas, convivendo com jogos, prostituição e drogas. Mas todos são obrigados a confiar em mercenários que saem da cidade em busca de suprimentos. Em troca de pagamento, os mercenários sonham juntar dinheiro e fugir para um mundo melhor... se é que existe. Enquanto isso, o exército de mortos-vivos se fortalece, colocando em risco a existência humana mesmo dentro da fortaleza, até pouco tempo intransponível.
Título no Brasil: Terra dos Mortos
Título Original: Land of the Dead
País de Origem: Canadá / França / EUA
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 97 minutos
Ano de Lançamento: 2005
Estréia no Brasil: 22/07/2005
Estúdio/Distrib.: Universal Pictures
Direção: George A. Romero
Elenco
Simon Baker ... Riley
John Leguizamo ... Cholo
Dennis Hopper ... Kaufman
Asia Argento ... Slack
Robert Joy ... Charlie
Eugene Clark ... Big Daddy
Joanne Boland ... Pretty Boy
Tony Nappo ... Foxy
Jennifer Baxter ... Number 9
Boyd Banks ... Butcher
Jasmin Geljo ... Tambourine Man
Maxwell McCabe-Lokos ... Mouse
Tony Munch ... Anchor
Shawn Roberts ... Mike
Pedro Miguel Arce ... Pillsbury
Sasha Roiz ... Manolete
Krista Bridges ... Motown
Alan Van Sprang ... Brubaker
Phil Fondacaro ... Chihuahua
Bruce McFee ... Mulligan
Earl Pastko ... Roach


Faltam 9 dias.
 


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A Noite dos Mortos Vivos (The Night of the Living Dead) - 1990


Particularmente eu não gosto de remakes, na verdade vou confessar que tenho um certo preconceito com eles. Apesar que desta vez tenho que dar o braço a torcer e admitir que o filme de hoje é uma obra prima. Na verdade a Noite dos Mortos Vivos de 90 é uma real homenagem ao original, a Noite.. de 68, com grande participação dos realizadores originais juntamente com o mestre mor da maquiagem: Tom Savini.

A noite de 90 é um filme bastante especial para mim, pois pude vê-lo há muito tempo atrás na band, antes mesmo de passar no saudoso Cine Trash, na época era apenas uma criança, mas o filme me marcou de tal maneira, que posso ter visto-o diversas vezes, mas a que me lembro ainda é essa primeira. 

Os reais apreciadores do cinema de terror hão de concordar comigo, quando você vê muitos filmes chega a um ponto que nada mais assusta, é claro que alguns impressionam por este ou aquele motivo, mas fazer o sangue gelar isso é mérito de pouquíssimos. No meu caso posso citar apenas dois filmes que tiveram o tal efeito de gelar o sangue: O Exorcista e este A Noite dos Mortos-Vivos  de 90. Certamente não terão o mesmo efeito no público CGI de hoje, talvez eu fosse muito nova, mas posso dizer que a Regan ficou umas três noites deitada na minha cama e o Ben apareceu na minha porta em uma tal Noite...

Mas voltando ao filme, porque isso não é um "Querido diário...", A Noite de 90 começa praticamente igual a de 68, Bárbara e o irmão visitam um cemitério e logo, na primeira seqüência temos o ataque de mortos cambaleantes. Que  assassinam o irmão e fazem a mocinha, o caso Bárbara, correr procurando abrigo. A frase "They're coming to get you, Barbra" marca registrada da Noite está presente aqui também, com a mesma ênfase.

O resto você já sabe, Bárbara encontra uma casa e juntamente com outros sobreviventes vão tentar manter-se vivos durante aquela noite. E como se a legião de zumbis que atacam por todos os lados não fosse suficiente, temos conflitos entre os abrigados, e um dos caras mais chatos de todos os tempos.

Savini e uma filha
A noite de 1990 conseguiu o que poucos remakes conseguem: contar a mesma história, inovando-a, porém sem perder a obra original. Savini não precisou dar velocidade aos mortos para que parecessem assustadores. Não precisou inventar personagens desnecessários, alterou um pouco a personalidade deles sim, mas como se eles tivessem subido de nível. Temos aqui uma Bárbara muito mais macha, que toma uma das decisões que mais aplaudi vendo um filme. Eta moça corajosa!

Savini é colaborador de longa data de Romero, fez a maquiagem e atuou em Martin, Despertar dos Mortos, Cavaleiros da Noite, entre outros. Maquiador profissional, entre os seus trabalhos, um dos que mais me agrada é a quarta parte da série Sexta-feira 13. Savini dirigiu esta refilmagem e algo que muito foi melhorado é a maquiagem dos zumbis.

Este é o representante máximo dos mortos-vivos na década de 90, onde filmes do nosso amado sub-gênero são tão escassos. A trilha funciona muitíssimo bem, as atuações são convincentes, o Ben está perfeito, há sangue de sobra e um final um pouco mais feliz, enfim, um clássico absoluto.

Para quem curte, uma palavra: Obrigatório!!!


Ficha técnica:
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Sinopse:
É uma nova noite para o terror... e um novo amanhecer para os filmes de horror quando o gênio dos efeitos especiais Tom Savini (criador das espetaculares maquiagens de Sexta-Feira 13 e Creepshow traz a moderna tecnologia para esta vibrante refilmagem do clássico cult de 1968 de George A. Romero.
Sete estranhos ficam presos em uma isolada casa de fazenda enquanto zumbis canibais - despertados da morte por um teste radioativo no espaço - promovem um incansável ataque, matando (e comendo) qualquer um em seu caminho. Um clássico para os anos 90: visual repulsivo e mais aterrorizante do que nunca!
Título no Brasil: A Noite dos Mortos Vivos
Título Original: Night of the Living Dead
País de Origem: EUA
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 92 minutos
Ano de Lançamento: 1990
Estúdio/Distrib.: Sony Pictures
Direção: Tom Savini
Roteiro: George A. Romero e John A. Russo
Roteiro Adaptado da Peça de 1968: John A. Russo e George A. Romero
Produção: Christine Forrest, Menahem Golan e Russell Streiner.
Trilha Sonora: Paul McCollough
Fotografia: Frank Prinzi
Edição: Tom Dubensky
Direção de Arte: James C. Feng
Figurinos: Barbara Anderson
Elenco
Tony Todd ... Ben
Patricia Tallman ... Barbara
Tom Towles ... Harry Cooper
McKee Anderson ... Helen Cooper
William Butler ... Tom
Katie Finneran ... Judy Rose
Bill Moseley ... Johnnie
Heather Mazur ... Sarah Cooper
David W. Butler ... Hondo
Zachary Mott ... Bulldog
Pat Reese ... The Mourner
William Cameron ... The Newsman
Pat Logan ... Uncle Rege


Faltam 10 dias.




quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Madrugada dos Mortos (Dawn of the dead) - 2004


Vem aí os zumbis maratonistas. Vocês estão prontos?

Na última década as ideias estão escassas, o que vemos no cinema não passam de remakes. Filmes clássicos, orientais e outros tantos menores e descartáveis filmados com intuito de atualizá-los e inová-los, na realidade não acrescentando nada e muitas vezes estragando a obra original.

É claro que os clássicos filmes de zumbis não ficariam de fora desta onda. Na verdade em 1990, quando os remakes ainda não eram moda A noite dos mortos-vivos também foi refilmado por Tom Savini, em uma real homenagem ao mestre Romero.

Indo diretamente ao ano de 2004 temos o remake Despertar dos mortos de 1978, o filme em questão é Madrugada dos Mortos, que infelizmente tenho que admitir, é uma boa refilmagem.

Madrugada traz muito do clima sujo e sangrento dos filmes dos anos 70. Em vários momentos lembra filmes de baixo orçamento e muitas partes gráficas, algo esquecido em tempos que CGI resolve tudo.

Tudo começa com Ana, a protagonista, saindo do hospital que trabalha, indo para casa em busca de uma noite tranquila junto com seu marido. Pela manhã, ou madrugada como o título sugere, Ana é acordada pela vizinha, uma garotinha em tormo dos sete anos que morde seu marido. Aqui percebemos que não teremos os zumbis cambaleantes de Romero, pois a menina corre como uma louca e em questão de poucos minutos após mordido o marido de Ana vira um morto-vivo que faz de tudo para matá-la.

Ao sair de casa Ana depara-se com o verdadeiro caos, os vizinhos a rejeitam e atacam e em sua fuga desesperada vemos realmente os mortos tomando a terra. Entram os créditos iniciais sob uma trilha sonora impressionante, que simplesmente consegue prescrever o fim do mundo.

Como no original Ana e outros sobreviventes se isolam em um shopping onde não demora muito aos mortos aparecerem. Aqui o ritmo é totalmente diferente do original o que funciona muito bem. Não temos muitas cenas desnecessárias e conflitos entre os personagens não faltam.

Os zumbis maratonistas como disse no início são bastante assustadores, mas assemelham-se muito aos loucos de Extermínio, que não considero mortos-vivos, pelo fato de não terem morrido antes.

Se você gosta dos clássicos deve sim olhar Madrugada, pois atualiza o gênero além de homenageá-los, é responsável pelo novo fôlego que deu aos mortos - haha.

Outro conselho, assista até o final dos créditos para ver o desfecho dos personagens. Além disso, vale muito a pena conferir os extras do dvd lançado por aqui, como o intitulado a "A fita perdida", que mostra os acontecimentos com o cara lá da loja de armas.



Ficha técnica:
Sinopse:
Após mais um dia cansativo de trabalho, tudo que Ana quer é tomar um banho ao lado do marido e dormir. Mas nas primeiras horas da manhã, ela é violentamente atacada por uma legião de mortos vivos e se descobre num pesadelo real: o mundo inteiro está tomado por zumbis. Em um fuga desesperada, Ana se une a um pequeno grupo de sobreviventes, que se refugiam num shopping center enquanto o mundo lá fora se transforma literalmente no inferno.
Título no Brasil: Madrugada dos Mortos
Título original: Dawn of the Dead
País de origem: EUA
Gênero: terror
Duração: 109 minutos
Ano do lançamento: 2004
Direção: Zack Snyder.
Roteiro: James Gunn, baseado em roteiro de George A. Romero.
Produção: Marc Abraham, Eric Newman e Richard P. Rubinstein.
Fotografia: Matthew F. Leonetti.
Edição: Niven Howie.
Música: Tyler Bates.
Elenco:
Sarah Polley... Ana
Ving Rhames... Kenneth
Jake Weber... Michael
Mekhi Phifer... Andre
Ty Burrell... Steve
Michael Kelly... CJ
Kevin Zegers... Terry
Michael Barry... Bart
Lindy Booth... Nicole
Jayne Eastwood... Norma
Boyd Banks... Tucker
Inna Korobkina... Luda
R.D. Reid... Glen
Kim Poirier... Monica
Matt Frewer... Frank
Ken Foree... Evangélico
Tom Savini... Xerife
Scott H. Reiniger... General



Faltam 23 dias.


 

sábado, 10 de novembro de 2012

Diário dos Mortos (Diary of the dead) - 2007


Quando George A. Romero, o pai dos zumbis, voltou ao gênero com o excelente Terra dos Mortos anunciando uma nova trilogia, onde os cambaleantes monstros seriam novamente os algozes da história, muitos fãs ficaram animados. Aliás, como não ficar? Afinal, Romero, praticamente inovou os filmes de terror, criou um dos monstros mais filmados e amados, desde o final da década de 60, os zumbis.

Algo que sempre me impressionou em Romero é a sua originalidade, principalmente em 'A noite dos mortos vivos', 'Martin' e 'Exército do Extermínio'. 


Porém em Diário dos Mortos, o próprio criador parece ter se perdido um pouco, foi influenciado pela onda de filmes em primeira pessoa, tentando criar um falso documentário, algo que provavelmente REC tenha representado melhor. 

Diário se passa no mesma noite de 'A noite...', ao menos é o que todo indica, porém com a influência da Internet. Iniciando com um grupo de estudantes de cinema tentando fazer um filme de terror em uma floresta, quando são atacados por mortos-vivos. É claro que os jovens são super inteligentes e tem a maravilhosa idéia de fazer um filme real, usando os zumbis no projeto. 

As imagens do filme são editadas durante o filme pelos personagens (o.O), o que deu um tom extremamente falso, que pouco funciona, pois se era pra apresentar um filme editado, porque não um filme convencional? Impossível não se perguntar: 
"- O que você faria em uma invasão zumbi? Ah! Eu iria editar meu filme com todo esmero possível, afinal estou muito tranquila!"

Mas não, o filme não é de todo ruim, vale a pena ser visto, afinal é Romero!  E consegue ser muito superior a outros caça-níquéis, que vieram na onda dos mortos. Temos boas seqüências  com zumbis e também uma ótima maquiagem.

Diário não é o melhor filme do mestre, mas é uma obra do especialista, por isso merece ser conferido!



Ficha técnica:
Sinopse: Um grupo de estudantes decide gravar um filme de terror. O que eles não esperavam, era que eles virariam protagonistas quando eles começam a ser atacados por mortos-vivos de verdade.
Título no Brasil: Diário dos Mortos
Título original: Diary of the dead
País de origem: EUA
Gênero: terror
Tempo de duração: 95 minutos
Ano de lançamento: 2007
Direção: George A. Romero.
Roteiro: George A. Romero.
Produção: Sam Englebardt, Peter Grunwald, Ara Katz e Art Spigel.
Fotografia: Adam Swica.
Edição: Michael Doherty.
Música: Norman Orenstein.
Elenco: Michelle Morgan, Joshua Close, Shawn Roberts, Amy Ciupak Lalonde, Joe Dinicol, Scott Wentworth, Philip Riccio, Chris Violette, Tatiana Maslany, Todd Schroeder, Daniel Kash, Laura DeCarteret, Martin Roach, Megan Park, George Buza, Tino Monte, Matt Birman, Gregory Nicotero, Donna Croce, Nick Alachiotis, R.D. Reid, Scott Gibson, Jamie Bloch, Kyle Glencross, Boyd Banks, Janet Lo, Jak Birman, Trish Adams, Alan Van Sprang, Ron Payne, Shelley Cook, James Binkley, Anthony Cancelliere, Wes Craven, Alexandria DeFabiis, Stephen King, Simon Pegg, George A. Romero, Quentin Tarantino e Guillermo del Toro.

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