Sinceramente, a coisa mais corajosa que já vi nos
últimos tempos.
Onde, em época que o politicamente correto é vangloriado
e tido como regra absoluta, o aborto é tratado de maneira recorrente, que em
certo ponto, passa a ser quase normal? Onde, em época de que o feminismo é
visto como lei, mulheres são tratadas e se deixam tratar como simples objeto de
consumo sexual? Onde, em época de inclusão social, os realizadores têm coragem
de chamar portadores de Síndrome de Down de retardados e freaks? Onde, em época
que homofobia é crime hediondo, gays são tidos como aberrações, com direito a
levar ferro na bunda, literalmente - hehe-? Sem contar os assassinatos,
fetiches, estupros e nudez em generosas doses.

Não me surpreenderia ao ficar sabendo que os produtores, diretores, roteiristas, enfim, os envolvidos na série, são homossexuais, negros, mulheres ou mesmo deficientes.
Não que eu concorde com tudo isso, mas é tão bom
ver alguém retratando esta realidade genuinamente. Sem corromper a sua
arte, para mostrar-se de acordo com o que a sociedade impõe e o melhor: sem pudores. Fico feliz que nada disso tenha sido censurado ao
passar na TV, e se algo foi, imagine o festival grotesco que a História de
Horror Americana seria.
Bom, por essa introdução em que praticamente fiz
uma análise, mesmo sem intenção sobre personalidades, o que condiz muito
com American..., pois é tudo tão psicológico. Os personagens são tão bem
desenvolvidos, tão complexos, e olha que são tantos...
Pegue altas doses de Horror de Amityville,
acrescente a bizarrice e coragem de Imprint, misturada com o espetáculo inteligente
e elegante de O bebê de Rosemary e terá American Horror Story.
A história gira em torna da família Harmon, que após
uma série de atos trágicos e traições muda-se para uma nova casa, aparentemente
perfeita e muito em conta. Falar que a casa foi palco de uma série de
assassinatos e que os fantasmas permanecem nela é quase desnecessário. Da mesma
maneira que dizer que algum dos novos moradores muda de personalidade, no caso
o patriarca da fámilia, também é bastante óbvio, e que haverá uma inocente e
desacreditada mocinha, é igualmente evidente.

Como já disse, os personagens são muito bem
construídos, cada um com seus defeitos e principalmente seus anseios. O roteiro
bastante amarrado, onde nem tudo é o que parece. Onde cada um enxerga o que
quer ver, parafraseando Moira, a empregada da casa... e que empregada!!!
Lendo alguns comentários sobre AHS pela rede, vi
que foi bastante elogiado, principalmente os atores, em especial Jessica Lange,
que realmente está incrível como Constance Langdon a vizinha da casa dos Harmon, e antiga
moradora da mesma, envolvida em grande parte dos acontecimentos anteriores.
Se eu falar que AHS é sensual e sexual ao cubo, vou ser
repetitiva? Se citar novamente o festival grotesco envolvendo infanticídios, este texto vai ficar redundante? Não sei, mas eu precidava enfatizar minha maior percepção envolvendo a série.
Uma pena só foi o fim, estávamos tão acostumados
com a desgraça que caiu sobre a família Harmon, que o seu final a lá Os
Fantasmas se Divertem, foi um tanto decepcionante ou uma espécie de merecida redenção,
vai saber... Enfim... Acho que a Psicologia explica...
Esta primeira temporada foi exibida em 2011, pelo
canal fechado FX Estados Unidos e Brasil. Também chamado de "American Horror Story: Murder House"
Em 2012, foi exibida a segunda temporada
denominada "American Horror Story: Asylun". Onde vários atores presentes na
primeira temporada voltaram a aparecer, mas com personagens diferentes, sem
ligações com a primeira.
Em outubro deste ano, 2013, deve estrear a
terceira temporada, intitulada "American Horror Story: Coven", novamente sem
ligações com as outras.
Primeira temporada episódios:
1-
"Pilot"
2- "Home Invasion"
3- "Murder House"
4- "Halloween, Part 1"
5- "Halloween, Part 2"
6- "Piggy Piggy"
7- "Open House"
8- "Rubber Man"
9- "Spooky Little Girl"
10- "Smoldering Children"
11- "Birth"
12- "Afterbirth"
Um bom dado que é assim vale a pena ver, American Horror History é uma das séries que eu realmente gosto, e ele certamente tem sido um sucesso inquestionável.
ResponderExcluir