sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Terror nas Trevas ( L'aldilà - The Beyond) - 1981


Complicado colocar um nome pra este filme como título da postagem, pois quando foi lançado no Brasil nos tempos de VHS recebeu o título de "Terror nas Trevas", após ser relançado por outra distribuidora por aqui foi denominado "A casa do além". O título italiano original é "E tu vivrai nel terrore! L’aldilà", mas com certeza é muito mais lembrado pelo título americano "The Beyond", podendo gerar confusão com o "Fron Beyond" do Stuart Gordon, que apesar de ambos exagerarem no gore, não devem ser confundidos.

The Beyond é a pura escatologia de Lucio Fulci, esse sim considero merecedor do adjetivo escatológico. Uma aula de filme de terror, tendo tudo que precisamos, considero este o filme máximo do diretor. Você pode até se perguntar, mas e Zombie? Zombie é um ótimo filme de zumbis e logo também vai aparecer por aqui, mas The Beyond não é só mortos-vivos, é muito, muito mais do que isso.

Logo na primeira cena do filme passada em 1927, vemos um hotel onde os donos são acusados por práticas envolvendo bruxaria, e após uma surra de correntes temos uma crucificação totalmente on-screen do homem do quarto 36. Impossível não comentar o ótimo trabalho de maquiagem e o fetiche de Lucio Fulci por estas surras tão cruéis. Temos uma cena muito parecida no western spaghetti Tempo de Massacre de 1966, evolvendo um chicote e no ótimo giallo "Non si sevizia un paperino" de 1972, Florinda Bolkan também apanha de correntes, ambos dirigidos por Fulci.

Voltando aos tempos atuais, Lisa vivida por Catriona MacColl, sempre como a mocinha nos filmes de Fulci, herda o tal hotel, sem saber que havia sido construído sobre um do Sete Portões do Inferno, e aí está a premissa de que tudo pode acontecer, e realmente acontece. Apesar do roteiro não estar tão bem amarrado, é muito superior ao seu antecessor Pavor na Cidade dos Zumbis, que é uma bagunça só.

Temos sequências de tirar o fôlego, personagens realmente impressionantes, mesmo as vezes sem entendermos muito bem o que são na história - hehe. Ainda gostaria de saber o que Fulci andava usando nessa época, mas boa coisa certamente não era. Um exemplo de personagem estranho/misterioso é a cega Emily, que não define-se em ser um fantasma como aparenta e sabe muito sobre a história do hotel, que parece não existir realmente mas tem a garganta estraçalhada por seu cão guia, sobre influência dos Mortos-Vivos.

Bendito seja Giannetto de Rossi mestre da maquiagem, responsável pelo splatter em altíssimo grau que aparecerá na sua tela. É claro que alguns efeitos são risíveis para o público atual, como por exemplo a cena das aranhas, mas leve em consideração a data do filme, a falta de recursos. Isso sim é realmente fazer cinema, sem ficar sentado diante de um computador do tipo: aranha ergue a perninha aqui, isso, agora fura a língua do cara, acho q dá pra por mais sangue, o pixel pode ser mais vermelho. 

E além de ter tudo isso, não se pergunte porque The Beyond aparece na lista de filmes de zumbis, pois eles também se fazem presentes e em sua melhor forma: a tradicional. Dá-lhe tiro na cabeça!

Temos aqui um Fulci completo com todos os fetiches do diretor: Catriona MacColl, super closes de olhos, mortos-vivos, crianças estranhas, a tradicional surra de correntes, sanguera, enfim o apocalipse na sua pior escala.

Eu definiria The Beyond como sendo uma pintura dantesca, com uma trilha sonora envolvente e pessimista e a certeza que nada dará muito certo. Um pesadelo na tela, daqueles sem muita lógica em que você reza para acordar. E isso o faz um dos melhores exemplares do gore explícito, da época de ouro do Horror na Itália. 
Imperdível.



Ficha técnica:
Sinopse:Louisiana, 1981. Lisa (Catriona MacColl) discute sobre a restauração do mesmo hotel com o amigo Martin. Mas logo Joe, o encanador, vai checar um vazamento de água no porão e abre acidentalmente a sétima porta do inferno, dando inicio aos horrores sangrentos típicos de um filme de Lucio Fulci, com direito a zumbis, mortes extremamente violentas, ataque de aranhas assassinas e muitas cenas enigmáticas.
Título no Brasil: Terror nas Trevas e A casa do Além
Título original: E tu vivrai nel terrore! L’aldilà
Título americano: The Beyond
País de origem: Itália
Ano: 1981
Duração: 87 minutos.
Gênero: terror
Direção: Lucio Fulci
Roteiro: Dardano Sacchetti e Lucio Fulci
Produção: Fabrizio De Angelis
Fotografia:Sergio Salvati
Edição: Vincenzo Tomassi
Música:Fabio Frizzi
Desenho de Produção: Massimo Lentini
Efeitos Especiais: Germano Natali
Direção de Arte: Alfredo D'Angelo; Franco Rinaldi e Rodolfo Ruzza
Elenco:
Catriona MacColl (Liza Merril);
 David Warbeck (Dr. John McCabe);
Cinzia Monreale (Emily);
Antoine Saint-John (Schweick);
Veronica Lazar (Martha);
Anthony Flees (Larry);
Giovanni De Nava (Joe);
Al Cliver (Dr. Harris);
Michele Mirabella (Martin Avery);
 Gianpaolo Saccarola (Arthur);
Maria Pia Marsala (Jill);
Laura De Marchi (Mary-Ann)

Faltam 8 dias.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Terra dos Mortos (Land of the Dead) - 2005


Algo que podemos acompanhar nos filmes de mortos criados por George A. Romero é uma linha temporal evolutiva. Em seu primeiro filme de 1968, A Noite dos Mortos Vivos, tínhamos um local isolado onde zumbis atacavam e ao final os vivos jugavam ter combatido a epidemia. Em Despertar dos Mortos de 1978, a coisa estava muito maior, vemos a decadência dos meios de comunicação, vemos as pessoas fugindo procurando abrigo e mortos por todos os lugares. Já em 1985 em Dia dos Mortos, temos o mundo devastado, ruas tomadas pelos mortos, e vivos escondidos e trancafiados.

Após o grande "BUM dos Mortos" em 2004, com a refilmagem de Despertar..., temos diversas produções envolvendo zumbis, vindas de todos os cantos do mundo. E para nosso delírio o Pai dos Mortos está de volta. O simpático velhinho, com seus óculos de armações imensas e cabelo branquinho (não, não estou falando do Papai Noel!!!) retorna ao gênero que ele mesmo criou e desta vez seus mortos não estão para brincadeira.

Em Terra dos Mortos, os zumbis tomaram conta de tudo e os vivos vivem isolados em uma espécie de ilha, cercados por todos os lados.

Temos aqui mortos muito inteligentes que usam ferramentas e armas. Mas que com certeza tem muito mais caráter que os poderosos, chefões da cidade dos sobreviventes. 

Acho um tanto estranho essa ideia dos mortos manterem suas memórias e tentarem repetir o que faziam em vida. Mas se analisarmos, Romero já havia deixado isso bem claro em Dawn, quando os mortos voltam ao shopping atrás de suas lembranças.

A forma crítica de fazer cinema, habitual em Romero, também se faz presente nesta quarta parte da série dos mortos. Temos o poder centralizado nas mãos de um homem ganancioso e vil, enquanto a população vive nas ruas sem as menores condições. Na verdade, Land me fez lembrar uma espécie de paródia do Império Romano, onde os poderosos vivem com todo o luxo possível e a população não tão inocente, tem divertimentos inescrupulosos, usando os mortos além de outras pessoas.

Mas tirando toda a parte filosófica da coisa, hehe, Land é um ótimo filme. Tem várias situações interessantes envolvendo os mortos, maquiagens muito boas, Asia Argento também muito boa, tem tiroteio e ação, para os mais inquietos e lições de moral, enfim é Romero.

Em relação a história do filme, vemos um grupo de pessoas que saem da cidade cercada em busca de mantimentos, enfrentando e enganando os pobres mortos, em cenas que realmente me dão pena. Mas os mortos, liderados por Big Daddy resolvem invadir a cidade. Pausa para comentário da cena espetacular, quando os mortos surgem pela água. Bom, o resto você já sabe ou ao menos imagina, vamos acompanhar um grupo de pessoas tentando sobreviver ao ataque dos zumbis e encontrar um local melhor para viver! Que lindo!

Como eu quase não sou fã, legal comentar a presença de Tom Savini, que mais uma vez dá as caras por aqui, e após ser mordido tem uma fala incrível, dizendo que sempre quis saber como era o outro lado.

Recomendado!!!



Ficha técnica:
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Sinopse: Seres humanos vivem ilhados numa pequena cidade, enquanto zumbis povoam o resto do mundo. Os ricos tentam manter a ilusão de que ainda moram num mundo normal, isolados em torres. O restante é obrigado a viver nas ruas, convivendo com jogos, prostituição e drogas. Mas todos são obrigados a confiar em mercenários que saem da cidade em busca de suprimentos. Em troca de pagamento, os mercenários sonham juntar dinheiro e fugir para um mundo melhor... se é que existe. Enquanto isso, o exército de mortos-vivos se fortalece, colocando em risco a existência humana mesmo dentro da fortaleza, até pouco tempo intransponível.
Título no Brasil: Terra dos Mortos
Título Original: Land of the Dead
País de Origem: Canadá / França / EUA
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 97 minutos
Ano de Lançamento: 2005
Estréia no Brasil: 22/07/2005
Estúdio/Distrib.: Universal Pictures
Direção: George A. Romero
Elenco
Simon Baker ... Riley
John Leguizamo ... Cholo
Dennis Hopper ... Kaufman
Asia Argento ... Slack
Robert Joy ... Charlie
Eugene Clark ... Big Daddy
Joanne Boland ... Pretty Boy
Tony Nappo ... Foxy
Jennifer Baxter ... Number 9
Boyd Banks ... Butcher
Jasmin Geljo ... Tambourine Man
Maxwell McCabe-Lokos ... Mouse
Tony Munch ... Anchor
Shawn Roberts ... Mike
Pedro Miguel Arce ... Pillsbury
Sasha Roiz ... Manolete
Krista Bridges ... Motown
Alan Van Sprang ... Brubaker
Phil Fondacaro ... Chihuahua
Bruce McFee ... Mulligan
Earl Pastko ... Roach


Faltam 9 dias.
 


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A Noite dos Mortos Vivos (The Night of the Living Dead) - 1990


Particularmente eu não gosto de remakes, na verdade vou confessar que tenho um certo preconceito com eles. Apesar que desta vez tenho que dar o braço a torcer e admitir que o filme de hoje é uma obra prima. Na verdade a Noite dos Mortos Vivos de 90 é uma real homenagem ao original, a Noite.. de 68, com grande participação dos realizadores originais juntamente com o mestre mor da maquiagem: Tom Savini.

A noite de 90 é um filme bastante especial para mim, pois pude vê-lo há muito tempo atrás na band, antes mesmo de passar no saudoso Cine Trash, na época era apenas uma criança, mas o filme me marcou de tal maneira, que posso ter visto-o diversas vezes, mas a que me lembro ainda é essa primeira. 

Os reais apreciadores do cinema de terror hão de concordar comigo, quando você vê muitos filmes chega a um ponto que nada mais assusta, é claro que alguns impressionam por este ou aquele motivo, mas fazer o sangue gelar isso é mérito de pouquíssimos. No meu caso posso citar apenas dois filmes que tiveram o tal efeito de gelar o sangue: O Exorcista e este A Noite dos Mortos-Vivos  de 90. Certamente não terão o mesmo efeito no público CGI de hoje, talvez eu fosse muito nova, mas posso dizer que a Regan ficou umas três noites deitada na minha cama e o Ben apareceu na minha porta em uma tal Noite...

Mas voltando ao filme, porque isso não é um "Querido diário...", A Noite de 90 começa praticamente igual a de 68, Bárbara e o irmão visitam um cemitério e logo, na primeira seqüência temos o ataque de mortos cambaleantes. Que  assassinam o irmão e fazem a mocinha, o caso Bárbara, correr procurando abrigo. A frase "They're coming to get you, Barbra" marca registrada da Noite está presente aqui também, com a mesma ênfase.

O resto você já sabe, Bárbara encontra uma casa e juntamente com outros sobreviventes vão tentar manter-se vivos durante aquela noite. E como se a legião de zumbis que atacam por todos os lados não fosse suficiente, temos conflitos entre os abrigados, e um dos caras mais chatos de todos os tempos.

Savini e uma filha
A noite de 1990 conseguiu o que poucos remakes conseguem: contar a mesma história, inovando-a, porém sem perder a obra original. Savini não precisou dar velocidade aos mortos para que parecessem assustadores. Não precisou inventar personagens desnecessários, alterou um pouco a personalidade deles sim, mas como se eles tivessem subido de nível. Temos aqui uma Bárbara muito mais macha, que toma uma das decisões que mais aplaudi vendo um filme. Eta moça corajosa!

Savini é colaborador de longa data de Romero, fez a maquiagem e atuou em Martin, Despertar dos Mortos, Cavaleiros da Noite, entre outros. Maquiador profissional, entre os seus trabalhos, um dos que mais me agrada é a quarta parte da série Sexta-feira 13. Savini dirigiu esta refilmagem e algo que muito foi melhorado é a maquiagem dos zumbis.

Este é o representante máximo dos mortos-vivos na década de 90, onde filmes do nosso amado sub-gênero são tão escassos. A trilha funciona muitíssimo bem, as atuações são convincentes, o Ben está perfeito, há sangue de sobra e um final um pouco mais feliz, enfim, um clássico absoluto.

Para quem curte, uma palavra: Obrigatório!!!


Ficha técnica:
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Sinopse:
É uma nova noite para o terror... e um novo amanhecer para os filmes de horror quando o gênio dos efeitos especiais Tom Savini (criador das espetaculares maquiagens de Sexta-Feira 13 e Creepshow traz a moderna tecnologia para esta vibrante refilmagem do clássico cult de 1968 de George A. Romero.
Sete estranhos ficam presos em uma isolada casa de fazenda enquanto zumbis canibais - despertados da morte por um teste radioativo no espaço - promovem um incansável ataque, matando (e comendo) qualquer um em seu caminho. Um clássico para os anos 90: visual repulsivo e mais aterrorizante do que nunca!
Título no Brasil: A Noite dos Mortos Vivos
Título Original: Night of the Living Dead
País de Origem: EUA
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 92 minutos
Ano de Lançamento: 1990
Estúdio/Distrib.: Sony Pictures
Direção: Tom Savini
Roteiro: George A. Romero e John A. Russo
Roteiro Adaptado da Peça de 1968: John A. Russo e George A. Romero
Produção: Christine Forrest, Menahem Golan e Russell Streiner.
Trilha Sonora: Paul McCollough
Fotografia: Frank Prinzi
Edição: Tom Dubensky
Direção de Arte: James C. Feng
Figurinos: Barbara Anderson
Elenco
Tony Todd ... Ben
Patricia Tallman ... Barbara
Tom Towles ... Harry Cooper
McKee Anderson ... Helen Cooper
William Butler ... Tom
Katie Finneran ... Judy Rose
Bill Moseley ... Johnnie
Heather Mazur ... Sarah Cooper
David W. Butler ... Hondo
Zachary Mott ... Bulldog
Pat Reese ... The Mourner
William Cameron ... The Newsman
Pat Logan ... Uncle Rege


Faltam 10 dias.




terça-feira, 27 de novembro de 2012

A maldição dos mortos-vivos (The Serpent and the Rainbow) - 1987


Dos 30 filmes que apareceram e ainda irão dar as caras por aqui, apenas três tratam do tema zumbis = vodu, são eles: Epidemia de Zumbis, Zumbi Branco e este A maldição dos Mortos-Vivos, que por sinal recebeu um péssimo título por aqui. A tradução literal seria algo como A serpente e o arco-íris, que certamente teria muito mais a ver com o clima do filme, e não soaria tão enganoso.

The Serpent and the Rainbow é um filme espetacular, dirigido pelo mestre do terror Wes Craven, uma pequena pérola pós A hora do pesadelo e pré Pânico.

O filme mostra de uma maneira muito crua a face da magia negra praticada no Haiti, através da história do antropólogo americano Dennis Alan que viaja em busca do pó zumbi, que tem poder de ressuscitar os mortos. O filme é baseado em fatos reais vividos por Wade Davis, aqui representado por Bill Pulman.

Em sua jornada pelo Haiti, Dennis se mete em diversas aventuras, como diria o narrador da Sessão da Tarde, mas aqui não se tratam de aventuras muito divertidas. Ele se envolve com pessoas poderosas, tanto do governo como do vodu colocando em risco sua própria vida

Apesar de ter efeitos bastante datados e até mesmo risíveis para nossa época, The Serpent.. é um filme muito bem construído, com cenas chocantes e muito bem interpretadas pelo jovem Bill Pullman, na pele de Dennis.

Como se trata de zumbis haitianos, não espere uma horda cambaleante. Mas nos pesadelos entorpecidos de Dennis, você será apresentado à uma noiva que não esquecerá tão facilmente.


Ficha técnica: 
Sinopse: Wes Craven (A Nightmare On Elm Street) dirige esta aterradora história sobre a jornada macabra de um homem ao mundo misterioso da magia negra. Um antropólogo de Harvard é enviado ao Haiti para recuperar um estranho pó que dizem ter o poder de ressuscitar seres humanos. Na busca pela droga milagrosa, o cético cientista adentra o submundo oculto dos zumbis, dos rituais sangrentos e das maldições remotas. Baseado na experiência real de Wade Davis e filmado no Haiti, o filme retrata uma pavorosa excursão ao universo da magia e do sobrenatural.
Título no Brasil: A Maldição dos Mortos-Vivos
Título Original: The Serpent and the Rainbow
País de Origem: EUA
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 94 minutos
Ano: 1987
Estúdio/Distrib.: Universal Home Video
Direção: Wes Craven
Elenco
Bill Pullman ... Dennis Alan
Cathy Tyson ... Marielle Duchamp
Zakes Mokae ... Dargent Peytraud
Paul Winfield ... Lucien Celine
Brent Jennings ... Louis Mozart
Conrad Roberts ... Christophe
Badja Djola ... Gaston
Theresa Merritt ... Simone
Michael Gough ... Schoonbacher
Paul Guilfoyle ... Andrew Cassedy
Dey ... Sra. Cassedy
Aleta Mitchell ... Celestine
William Newman ... French Missionary Doctor
Jaime Pina Gautier ... Julio
Evencio Mosquera Slaco ... Old Shaman
Kimberleigh Aarn ... Margrite


Faltam 11 dias.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Zombi 3 - 1988



A loucura sem noção de Fulci e Mattei.

Sabe aquele ruim, mas tão ruim, que faz uma volta completa e acaba se tornando divertido? Bom, talvez não  um bom filme e nem mesmo um filme divertido para todos os públicos, mas fãs das tosqueiras trash ,com certeza vão se deliciar assistindo a coisa absurda e ridícula concebida por Fulci e realizada por Mattei, ou vice versa.

Antes de qualquer coisa é importante sabermos onde estão os Zombi 1 e consequentemente o 2, para termos esta terceira parte. 

Quando em 1978 Romero lançou o simplesmente perfeito Despertar dos Mortos, o mesmo foi lançado em diversos países com o nome de Zombi, inclusive aqui no Brasil. Pois quando criança sempre ouvi falar do tal Zombi por meu pai, que pode vê-lo no cinema. Somente anos mais tarde, com o uso da Internet, viemos a saber que se tratava do mesmo filme.

Na Itália não foi diferente, com produção de Dario Argento, Despertar foi lançado lá com o título de Zombi. Como era costume na terra da macarronada, tudo que vendia bem e fazia sucesso tiveram suas adaptações italianas. Com isso, temos o incrível Zombie dirigido por Lucio Fulci, absolutamente um clássico do gênero. Este por sua vez foi lançado como Zombi 2, aproveitam-se do filme de Romero, mostrando-se como uma sequência, apesar de não terem nada relacionados. E como a coisa deu tão certo resolveram realizar um sequencia do filme de Fulci que é claro recebeu o nome de Zombi 3.

Detalhe é que Lucio Fulci, o pai do gore já citado por aqui anteriormente, começou a direção do filme,  passando-o posteriormente para Bruno Mattei, o Ed Wood Italiano, conhecido por lançar apenas filmes de qualidade duvidosa.

Para falar um pouquinho sobre a história do filme, e que história(!!!). Tudo começa com um experimento do exército, sempre ele, onde estão tentando reanimar um corpo, e para termos o filme é claro que eles conseguem, e tudo dá terrivelmente errado. 

O morto reanimado some e entram os espertos militares, que vão transportar a tal toxina, quase um Red Bull, pois deu assas para o cadáver. Entra um terrorista na história que acaba roubando o Red Bull, mas contamina-se antes de encontrar um final feliz, na verdade o que ele encontra é um hotel onde se hospeda. Lá o pobre homem fica verde, digo, vira um zumbi, só que logo é encontrado pelos militares que o matam e queimam o corpo. 

A fumaça expelida pela chaminé acaba contaminando pássaros que por ali passavam, que transformam-se em zumbis. Engraçado que quando assisti o chato Resident Evil 3 lembrei dessa cena, pensando no quanto Mattei era ruim e os americanos ainda conseguiram copiá-lo.

Voltando ao filme, temos os personagens centrais do exército que vão combater os zumbis, mas como eles não são nada interessantes você os esquecerá com facilidade.

Na verdade o filme é quase todo esquecível, apenar de ser  tosquíssimo e muito divertido, temos de tudo por aqui zumbis que lutam kung fu, que correm e que nao se decidiram como devem se comportar os mortos vivos.

Única coisa que certamente não sairá de sua cabeça com tanta facilidade é a cena envolvendo a cabeça. Pense no seguinte: um cara abre uma geladeira e uma cabeça zumbi simplesmente abre os olhos e salta no rosto do homem. Sim, você leu isso: cabeças que pulam! Diversão garantida para toda a família!


Ficha técnica:
Sinopse:
Experimento militar é roubado causando a transformação dos habitantes em zumbis.
Título: Zombi 3
Gênero: terror
Duração: 95 minutos
País de origem: Itália
Ano: 1988
Diretor: Bruno Mattei e Lucio Fulci
Produção: Franco Gaudenzi
Roteiro: Claudio Fragasso
Fotografia: Richard Grassetti
Trilha Sonora: Stefano Mainetti
Elenco: 
Deran Sarafian,
Beatrice Ring,
Ottaviano Dell’Acqua,
Massimo Vanni,
Ulli Reinthaler,
Marina Loi,
Deborah Bergamini,
Luciano Pigozzi
Mike Monty


Faltam 12 dias.
 




domingo, 25 de novembro de 2012

Mangue Negro - 2008

Sem dúvidas o melhor filme nacional sobre zumbis.



Com o maior orgulho possível venho escrever sobre esse ótimo filme de zumbis, e o melhor: 100% nacional, feito na garra e coragem. Recursos escassos e muita, mas muita criatividade.

Imagine um mangue, de onde toda uma comunidade tira seu sustento, mas de repente algo muito errado começa a acontecer. Corpos pútridos aparecem lá, no mesmo mangue que até semana passada era a fonte de alimentação e sobrevivência de todos. Imagine também que várias pessoas, consumiram os produtos retirados do mangue. E agora elas viram zumbis, isso, daqueles canibais e muito nojentos.

Durante a trajetória no Mangue acompanhamos vários personagens, mas a trama central se dá entre Luís, um rapaz muito tímido e apaixonado, que não consegue se declarar para a lavadeira Raquel. Mas como por mágica ou ironia do destino, ao levantar dos mortos ambos são obrigados a lutar juntos para sobreviver aquela terrível noite.

Luís nos mostra como uma machadinha pode ser eficiente na luta pela sobrevivência, assim como fizeram Lionel com seu cortador de grama e Ash com a motoserra.

Rodrigo Aragão é o responsável pela decomposição do Mangue que passa no seu terreno, atrás de sua casa. O capixaba dirige esta produção muito bem feita, ainda mais se analisarmos como independente, além de realizar as maquiagens, entre outros aspéctos fílmicos. A produção que já surpreendia aqui,  foi superada no filme seguinte de Aragão: "A Noite do Chupacabras", que é claro, também merece ser conferido.

Tive a oportunidade de assistir o filme no Fantaspoa em 2008 e Mangue Negro me pareceu a mistura perfeita entre Evil Dead e Fome Animal mas com o clima tropical brasileiro. 

Prepare-se para ver muito sangue escorrendo pela tela, em uma narrativa muito bem construída. Inclusive, acho o clima bastante claustrofóbico, principalmente na criticada cena na casa da Dona Benedita. 

É com certeza desse tipo de filmes e pessoas que precisamos. Rodrigo Aragão continue decompondo seu mangue, nós agradecemos e aguardamos ansiosos.


Ficha técnica: 
Sinopse:

Depois que um mangue é contaminado de forma inexplicável, uma comunidade humilde é chacinada por zumbis. Mocinho e mocinha lutam para sobreviver e, como se fosse possível, encontrar uma cura.
Título original: Mangue Negro
Gênero: Terror/Horror
Duração: 105 min
Origem: Brasil
Lançamento: Setembro de 2008
Produtora: Fábulas Negras
Direção: Rodrigo Aragão
Elenco: 
Valderrama dos Santos, 
Kika de Oliveira, 
André Lobo, 
Reginaldo Secundo, 
Markus Conká, 
Maurício Ribeiro, 
Ricardo Araújo, 
Antônio Lâmego, 
Júlio Tigre



Faltam 13 dias.

sábado, 24 de novembro de 2012

Zumbi Branco (White Zombie) - 1932


O primeiro filme tratando do tema mortos que levantam dos seus túmulos.

Temos aqui os coitados zumbis despertados por vodu, sobre as ordens de um malévolo e ganancioso feiticeiro.

Somente a presença incomensurável de  Bela Lugosi, o eterno Drácula da Universal, é um pretexto para assistir White Zombie.

Segundo a sinopse:
"Neil (John Harron) e Madeleine (Madge Bellamy) são um jovem casal apaixonado que viaja até o Haiti para visitar Beaumont (Robert Frazer), um amigo que conheceram num trem e que ofereceu sua mansão para a realização do matrimônio. Mal sabem eles que Beaumont está apaixonado por Madeleine e que resolveu pedir a ajuda para conquistar a garota com Legendre (Bela Lugosi), um feiticeiro que revive os mortos para ter mão de obra em sua fábrica.


Legendre, usando de um cachecol de Madeleine, faz um feitiço vudu, matando e trazendo-a de volta dos mortos para os braços de Beaumont. O problema é que ela volta como uma zumbi (o “Zumbi Branco” do título, no caso uma zumbi branca), incapaz de sorrir, chorar ou demonstrar qualquer sentimento. Enquanto isso, Neil se transformou num bêbado amargurado, e quando descobre que sua amada pode estar viva, se volta contra Beaumont e Legendre."

Como o filme é de 1932, espere por tudo que apenas filmes antigos podem nos oforecer, fotografia em preto e branco, castelos, completados por inocentes e deliciosas tentativas de sustos. Este filme foi a inspiração de Rob Zombie para denominar sua banda White Zombie.
Apesar de estar sem legendas, é possível assistir o filme completo clicando aqui.
 

Ficha técnica: 
Título no Brasil: Zumbi Branco
Título original: White Zombie
País de origem: EUA.
Duração: 67 minutos
Gênero: horror
Ano de laçamento: 1932
Direção Victor Halperin

Produção Edward Halperin
Roteiro Garnett Weston
Música Xavier Cugat
Distribuição United Artists
Elenco:

Bela Lugosi - 'Murder' Legendre
Madge Bellamy - Madeleine Short Parker
John Harron - Neil Parker
Robert Frazer as Charles Beaumont
Joseph Cawthorn - Dr. Bruner
George Burr Macannan - Von Gelder
Frederick Peters - Chauvin
Annette Stone - Maid
John Printz - Ledot - Zumbi
Dan Crimmins - Pierre - Doutor
Claude Morgan - Zumbi
John Fergusson - Zumbi
Velma Gresham - Tall Maid


Faltam 14 dias.
 




sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Planeta Terror (Planet Terror) - 2007


Quando Robert Rodriguez e Quentin Tarantino, resolveram unir-se no projeto Grindhouse, para homenagear os filmes 'B' que tanto assistiram quando mais jovens, sabíamos que algo no mínimo interessante viria por aí. Para a sessão dupla de filmes trash, Rodriguez ficou responsável pelo roteiro e direção de 'Planeta Terror' enquanto Tarantino assumia o outro longa 'A prova de morte'.

É claro que para nós o que interessa aqui e agora, é a parte de Rodriguez, o divertidíssimo e famigerado Planeta Terror.

Como diz na própria capa, "Planeta Terror é um filme que tem orgulho de ser trash". Ou melhor dizendo, que foi feito para ser trash, pois tudo ali é intencional, o que não diminui a diversão.

Falar que Planeta é cheio de clichês é chover no molhado, afinal esta é a proposta. 

Tudo começa em um hospital onde várias pessoas aparecem com alguma infecção que se espalha rapidamente, criando nojentas feridas nos pacientes. 

Temos o carro da pobre garota burra e muito gostosa, interpretada pela cantora Fergie, que estraga no meio do nada, que só serve para nos mostrar interessantes ângulos de câmera, maliciosamente escolhidos, e ser morta.

Mas a principal aqui é a dançarina Cherry que é atacada pelos infectados tendo uma perna arrancada e recebe como prótese uma metralhadora, que talvez "melhor arma de destruição em massa" definiria melhor.

Além de Cherry outra personagem importante é Dakota, a médica que está de plantão no hospital citado anteriormente, que tenta fugir com seu filho, mas as coisas não saem como o previsto.

É claro que o exército também estará envolvido, e tenha certeza que eles serão muito hostis.

E a diversão não acaba por aí, temos os infectados que viram zumbis, muito mas muito splatters.

Certamente você já percebeu que a trama gira em torno da sobrevivência dos personagens contra os zumbis e exército. Planeta Terror conta com um elenco estrelar e uma ótima trilha sonora. A parte gráfica do filme é algo a ser comentada, prepare-se para muito sangue e boas maquiagens. Além de absurdos propositais, como rolos de filme faltando durante a projeção e erros grotescos de continuidade, repare como muda o tamanho da perna de Cherry.

Planeta Terror é a certeza de saudosismo, quando se fazia cinema por gostar. Com certeza todos envolvidos se divertiram muito ao trabalhar em Gringhouse, divirta-se você também assistindo-o. Além de ser sempre muito bom ver Tom Savini na tela.


Ficha técnica:
Sinopse:
Robert Rodriguez está de volta nesta divertida e bizarra homenagem aos filmes de zumbi. Misturando terror extremo com ficção científica a dupla Rodriguez e Quentin Tarantino (que além de atuar é também produtor de Planeta Terror) narra o dia que um hospital é atacado por doentes infectados que aos poucos se transformam em monstros gosmentos. A heroína da história, uma dançarina da boate gostosona, tem sua perna arrancada, mas ganha de presente uma metralhadora como prótese. Imaginem o que ela fará com essa arma de grosso calibre.
Título no Brasil: Planeta Terror
Título original: Planet Terror
País de origem: EUA
Gênero: terror, comédia
Duração: 105 minutos
Ano de lançamento: 2007
Direção: Robet Rodrguez
Roteiro:Robert Rodriguez
Distribuição:Europa Filmes
Desenho de produção: Steve Joyner
Fotografia: Robert Rodriguez
Produção:
Elizabeth Avellan, Robert Rodriguez, Quentin Tarantino E Erica Steinberg
Edição: Ethan Maniquis E Robert Rodriguez
Elenco:

Freddy Rodríguez ...El Wray
Rose McGowan...Cherry Darling
Marley Shelton... Dra. Dakota Block
Josh Brolin ...Dr. William Block
Michael Biehn... Xerife Hague
Naveen Andrews ...Abby
Michael Parks... Earl McGraw
Jerili Romeo ...Ramona McGraw
Tom Savini ...Deputado Tolo
Rebel Rodriguez ...Tony Block
Carlos Gallardo... Deputado Carlos
Stacy Ferguson... Tammy
Felix Sabates ...Dr. Felix
Hung Nguyen... Dr. Crane
Bruce Willis...Tenente Muldoon
Robert Rodriguez
Quentin Tarantino


Faltam 15 dias.

 



quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Os Mortos Vivos (Dead & Buried) - 1981


Qual é o pré requisito para ser considerado um zumbi?
Ter morrido e de alguma maneira ainda andar por ai, como se estivesse vivo, correto? Se sim, então o filme de hoje está apto a fazer parte da nossa lista.

Dead & Buried é um excelente filme, com um impressionante roteiro e um final surpreendente, em tempos que isso não era moda.

Logo na primeira e chocante cena, vemos um fotógrafo chegando em uma praia, dessas de interior com sua pacata comunidade pesqueira; o tal fotógrafo encontra uma bela moça, disposta a pousar para suas fotos e até mesmo tirar a roupa perante o estranho. Pobre e inocente homem, achando que aquele é seu dia de sorte, acaba sendo vítima dos pescadores que lhe batem, amarram com suas redes de pesca e o queimam vivo, fotografando sua agonia. Assim, nos primeiro dez minutos de filme.
Simplesmente brutal e poética, não há outra maneira de descrever a primeira cena de Dead & Buried. Entre os pescadores assassinos podemos ver um Robert Englund, bem antes de se tornar ícone do terror, por sua interpreção de Freddy Krueger.

Voltando a história, acompanhamos o xerife da cidade Dan Gillies, um bom e inocente homem, em suas investigações sobre mortes estranhas e desaparecimentos que acontecem na pequena cidade.

Infelizmente não dá pra falar muito de Dead & Buried sem acabar entregando seu engenhoso roteiro. Apesar de saber logo no início que são os próprios moradores os assassinos, é impossível não se perguntar quais as suas motivações, o que os faz agir de maneira tão estranha e cruel. Temos vários personagens misteriosos e controversos, mas todos muito bem elaborados.

Certamente o grande mérito por Dead... vai para o roteiro de Dan O'Bannon. Roteirista e diretor muito conhecido pelos fãs do gênero. O'Bannon é o responsável pela direção e roteiro de 'A Volta dos Mortos Vivos', além dos roteiros da franquia Alien, inclusive o primeiro, colaborador assíduo de Ridley Scott.

Temos aqui tudo que um fã de horror precisa, clima sombrio, névoa, mistério, mortes em on screen e que mais você desejar. Os Mortos Vivos foi lançado por aqui em vhs e dvd, sendo possível encontrá-lo facilmente em sites de compras e locadoras. A tradução do título não colabora muito. Dead & Buried, em sua tradução literal, serial algo como Mortos e Enterrados, o que combina mais com o filme, mas que não chamaria tanta atenção.

Com certeza é um filme que merece ser visto. Apesar de não termos aqui os zumbis aos quais estamos acostumados você não irá esquecer tão cedo de   Potters Bluff e seu novo estilo de vida, como indica a placa na entrada da cidade.

Ficha técnica: 
Sinopse:
A pacata cidadezinha de Potters Bluff vive em paz. Nada acontece no local a não ser a presença de um visitante ocasionalmente. Mas essa paz vai se transformar em um inferno quando uma série de estranhos assassinatos começa a acontecer. Todos são suspeitos das mortes, os forasteiros e os moradores do local. Nem mesmo o xerife Dan Gillis (James Farentino) e sua mulher Janet (Melody Anderson) escapam das investigações. Os Mortos Vivos é um filme de terror arrepiante, escrito por Dan O´Bannon, o mesmo da série Alien e Dark Star.
Título no Brasil: Os mortos vivos
Título original: Dead & Buried
País de origem: EUA
Gênero: Horror
Duração: 94 minutos
Ano de lançamento: 1981
Direção:
Gary A. Sherman
Roteiro:
Dan O'Bannon e Ronald Shusett
Produtores:
Robert Fentress e Ronald Shusett
Elenco:
Barry Corbin...Phil
Bill Quinn...Ernie
Christopher Allport...George / Freddie
Dennis Redfield... Ron
Estelle Omens ...Betty
Glenn Morshower ...Jimmy
Jack Albertson ...William G. Dobbs
James Farentino ...Xerife Dan Gillis
Joseph G. Medalis ...Médico
Linda Shusett ...Garçonete
Lisa Blount ...Lisa
Lisa Marie... Caroneira
Macon McCalman ...Ben
Melody Anderson ...Janet Gillis
Michael Currie ...Herman
Michael Pataki...Sam
Nancy Locke ...Linda
Robert Englund ...Harry


Faltam 16 dias.




quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Zumbilândia (Zombieland) - 2009


Filmes de zumbis podem ser simplesmente ser classificados de duas fáceis maneiras: os sérios, ou que ao menos tentam se levar a sério e as comédias escrachadas e sangrentas uma espécie de terrir, como Ivan Cardoso denominou uma vez o cinema terror misturado com comédia.Tá certo que em muitos casos, apesar da tentativa de se enquadrar em uma dessas categorias, se perdem no meio do caminho e não sabem pra qual lado ir.

E o gênero terrir se enquadrou perfeitamente aos mortos-vivos. Afinal é muito mais fácil fazer piadas na presença de mortos do que na demônios, por exemplo. Com certeza você não conseguiria rir da Regan, até porque ela poderia te perseguir muito mais rápido que um zumbi, e nem escadas a atrapalhariam. Uhum, continue rindo dos mortos.

Desde 1985, quando a Volta dos Mortos Vivos mostrou a fórmula: zumbis + Comédia, e ela funcionou muito bem, temos muitos filmes seguindo a mesma linha. 

Zumbilândia é mais um dessa safra, litros e litros de sangue e ótimas piadas. Um filme divertidíssimo que agrada todos os públicos.

Tudo começa com ótimas dicas para sobreviver ao apocalipse zumbi, apresentadas pelo caricato nerd Columbus, que na verdade não estranhou muito o mundo dominado por zumbis, afinal já era uma pessoa solitária.

Como o mundo dá muitas voltas e os vivos sempre acabam se encontrando perante ameças zumbistícas, Columbus conhece Tallahassee, um cara durão que adora matar zumbis, quase como esporte, e está sempre atrás de doces, este é outro caricato e ótimo personagem.

Durante o filme acompanhamos a dupla em sua busca por doces, sempre deparando-se com carnívoros zumbis, encontrando outras pessoas e é claro que também sobra um tempo para um pouco de romance.

O roteiro não poderia ser mais simples, mas funciona muito bem, principalmente pelas boas piadas e ótimas atuações.

Além disso, temos a participação especial de Bill Murray interpretando a si mesmo, em uma cena trágica se não fosse cômica.

Zumbilândia é a certeza de diversão durante seus 88 minutos. Ah! Preste bem atenção as dicas, talvez um dia você vai precisar delas. 

Ficha técnica:
Sinopse: Colombo (interpretado por Jesse Eisemnberg), aluno nerd de uma faculdade, sobreviveu à praga que transformou toda a raça humana em zumbis carnívoros simplesmente porque tem medo de tudo. Tallahassee (interpretado por Woody Harrelson), sempre armado e apaixonado por doces, não tem medo de nada. Juntos, eles vão enfrentar o desafio mais aterrorizante de todos os tempos: conviver um com o outro. Emma Stone e Abigail Breslin complementam o elenco dessa comédia horripilante.
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Título no Brasil: Zumbilândia
Título original: Zombieland
Duração: 88 minutos
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Comédia
Diretor: Ruben Fleischer
Produção: Gavin Polone
Roteiro: Rhett Reese, Paul Wernick
Fotografia: Michael Bonvillain
Trilha Sonora: David Sardy
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Elenco:
Amber Heard,
Emma Stone,
Bill Murray,
Abigail Breslin,
Jesse Eisenberg,
Woody Harrelson,
Mike White.


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terça-feira, 20 de novembro de 2012

O lago dos Zumbis (Le lac des morts vivants) - 1981


Aqui está o representante francês em nossa maratona de mortos-vivos

Lago dos Zumbis é um filme estranho, realmente não encontrei outro adjetivo para descrevê-lo.

Mas afinal, o que achar de uma história mais ou menos assim:

Durante a II Guerra Mundial um grupo de soldados invade um pequeno povoado na França. Durante um ataque um dos soldados salva uma moça da comunidade. Muito grata a moça apaixona-se pelo soldado e deste romance nasce uma filha. Os homens da cidade fazem uma esboscada e matam todos os soldados, jogando seus corpos em uma açude, opa, lago perto dali. Mas o lago meio amaldiçoado é claro, caso contrário não seria um filme de gênero, mantêm os soldados vivos em forma de Zumbis, que às vezes levantam-se para atacar pessoas do mesmo povoado.
Neste ponto é impossível não comentar um pouquinho dos zumbis que vemos em tela, pense em pessoas vestindo uniformes de guerra, alguns até com seus capacetes com a cara pintada de verde. Como muitas tomadas são feitas em baixo d'água vemos váriaaass falhas na maquiagem, além das mãos muitas vezes serem esquecidas.

Outra aspecto que não há como deixar de comentar é a nudez gratuita presente em todo o filme, como na maioria das produções da época. Para se ter uma ideia, logo na primeira e longa cena temos um belo nu frontal. E não para por aí, é dificílimo ver alguém, ou alguma se preferir, se aproximando do tal lago vestido, para delírio de muitos marmanjos e também dos zumbis tarados, que adoram ver mocinhas peladas por baixo da água.

Além do mais, os zumbis guardam lembranças de sua vida anterior, disputam a soco a liderança do pelotão e nos mostra uma das cenas mais constrangedoras vividas por um morto, que passeia calmamente de mãos dadas com sua filha viva!!! Só vendo pra acreditar.


Lançado recentemente no Brasil na coleção de dvds Clássicos do Terror, juntamente com "Oásis de Zumbis", de Jess Franco, Lago é com certeza a maior contribuição que a Eurociné deu aos fãs dos queridos mortos-vivos.



Ficha técnica:
 
Sinopse: Em uma pequena aldeia, em algum lugar na França, mulheres jovens estão desaparecendo dem deixar rastro. Moradores locais superticiosos culpam "O lago dos fantasmas", por causa do seu passado assombrado, mas o prefeito da cidade (Howard Vermon) parece relutante ou incapaz de tomar qualquer ação. Quando uma nona vítima é encontrada morta perto do lago, com sua garganta arrancada, um repórter de Paris chega à cidade e descobre que durante a segunda guerra mundial soldados alemães foram mortos e jogados no lago pela Resistência, mas não imaginavam que eles estavam de volta como mortos vivos.
Título no Brasil: O Lago dos Zumbis
Título Original: Le lac des morts vivants
País de Origem: França / Espanha
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento: 1981
Direção: Jean Rollin como J.A. Lazer
Elenco
Howard Vernon ... The Mayor
Pierre-Marie Escourrou ... German Soldier
Anouchka ... Helena
Antonio Mayans ... Morane
Nadine Pascal ... Helena's Mother
Youri Radionow ... Chanac
Bertrand Altmann
Gilda Arancio ... Blonde Girl Swimmer
Marcia Sharif ... Katya
Yvonne Dany
Jean Rene Bleu
Jean Rollin ... Stiltz
Edmond Besnard ... Promizoulin
René Douglas
Julián Esteban
Alain Petit
Jean Roville
Claude Sendron


Faltam 18 dias
 


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

[REC] - 2007



Quando em 1980 o italiano Rugero Deodato resolveu criar um falso documentário baseado em canibalismo, e anos depois em 1999, Daniel Myrick e Eduardo Sánchez trouxeram o mesmo tipo de narrativa no famoso Projeto Bruxa de Blair, criou-se uma nova maneira de fazer cinema. E é claro que ela funcionaria muito bem no gênero terror, pois não se trata apenas de mostrar os fatos, mas sim fazer-se entender que eles realmente aconteceram.

Temos uma leva de filmes de 'câmera na mão', e é claro que os zumbis não ficaram fora desta onda. Não, ainda bem que não são os mortos que pegaram a câmera, e sim estes pobres mortais que não sabiam onde iriam se enfiar - haha.

REC veio na nova onda de zumbis, desencadeada por Madrugada dos Mortos, mas tem seus méritos por se tratar de um filme espanhol e tentar trazer um pouco de originalidade aos nossos queridos monstros cambaleantes.

Tudo começa quando a reporter Àngela, juntamente com seu câmera estão fazendo uma matéria acompanhando o trabalho do Corpo de Bombeiros. Ao receber uma chamada de resgate, eles resolvem acompanhá-los. Só que ao entrarem no prédio verão que sair não será tão fácil assim, pois em pouco tempo o local vai revelando seus perigosos moradores zumbis.

REC tem ótimas seqüências envolvendo os mortos, além de  excelentes atuações fazendo a narrativa funcionar muito bem. Outro detalhe bastante importante nos filmes ditos "reais" é a edição, aqui muito bem feita dando continuidade plausível aos fatos que acompanhamos. Impossível não citar a máxima do filme: 'Aconteça o que acontecer, nunca pare de filmar'. Pois é isso que você verá.

Infelizmente acho que REC apesar de ser um filme acima da média, se perde muito no fim, ao tentar dar uma explicação sem sentido para as causas da infecção. O filme se mantêm tão bem ao longo de seus 88 minutos, que é complementante desnecessário o uso de possessão demoníaca para explicar o surgimento e evolução do vírus ou o que seja.

É claro que os americanos já fizeram a sua cópia de REC, intitulado Quarentena, mas veja o original. Mesmo sabendo levará bons sustos durante a projeção, mas que o filme é facilmente esquecido após algumas horas.

Ficha técnica:
Sinopse:
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Uma repórter e seu operador de câmera estão fazendo um filme sobre o dia-a-dia de um quartel do Corpo de Bombeiros com a intenção de mostrar o seu cotidiano. Mas quando os acompanham a uma de suas saídas noturnas, o que parecia uma ocorrência rotineira de resgate se converterá em um autêntico inferno. Presos no interior de um edifício, os bombeiros e a equipe de televisão se depararão com um horror desconhecido e letal!
Título no Brasil: [REC]
Título original: [REC] 
País de origem: Espanha
Gênero: Horror, Thriller
Duração: 88 minutos
Ano de produção: 2007
Ano de lançamento: 2008
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Diretor: Jaume Balagueró, Paco Plaza
Produção: Julio Fernández
Roteiro: Jaume Balagueró, Luis Berdejo, Paco Plaza
Fotografia: Pablo Rosso
Trilha Sonora: Xavier Mas
Elenco: 
Manuela Velasco, 
Javier Botet, 
Manuel Bronchud, 
Martha Carbonell.


Faltam 19 dias.


domingo, 18 de novembro de 2012

Mortos que matam (The Last man on Earth) - 1964


Ter Vincent Price em um filme já é mais que meio caminho andado para que o mesmo funcione. Independentemente da história que será mostrada, com toda a certeza Price consegue prender o espectador, seja por sua bela presença em cena, algumas interpretações um tanto canastronas em algumas obras e principalmente pelo carisma apresentado.

A história do Ultimo Homem na Terra é bastante conhecida, e já filmada várias vezes. As mais conhecidas são este Mortos que Matam de 1966 com Vincent Price, em 1971 temos o The Omega Man - A última esperança  da Terra com Charlton Heston e o atual Eu Sou a Lenda de 2007 com Wil Smith.

Os três filmes são baseados no livro I Am Legend de Richard Matheson , mas escolhi este do Price por trazer um dos maiores ícones do horror. 

A história nos mostra um homem solitário e a partir dos flashs do protagonista ficamos sabendo dos acontecimentos em sua vida. Uma família feliz, composta por Price, um renomado cientista, sua esposa e filha são supreendidos, juntamente com toda a população por uma terrível peste que vai dizimando aos poucos a vida humana no planeta. 

Porém como o título sugere, os mortos não estão realmente mortos, eles voltam de suas tumbas para perseguir o único sobrevivente da catástrofe. 

Aqui os mortos não são exatamente zumbis, possuem certa característica vampiresca saindo apenas a noite, usam alguns intrumentos para tentar pegar o cientista e são afastados por espelhos e alho, além de poder falar.

É incrível como Price, sendo o cientista Morgam, consegue segurar todo o filme praticamente sozinho sem torná-lo entediante ou repetitivo. Durante o dia, sobrecarregado de angustias caminha por um mundo apocalíptico com suas estacas dando um fim aos mortos que dormem, queimando seus corpos em valas.

E eu que sou tão acostumada a elogiar um certo senhor de óculos  de grande armação, criador de mortos, de tão original, gostaria muito de saber se ele não andou assistindo essa pérola um tanto desconhecida pelo grande público, antes de fazer o seu primeiro filme.

Realmente não quero colocar spoilers sobre o filme, mas simplesmente é recomendadíssimo! Saudades da época que tínhamos atores de verdade e originalidade na cabeça dos realizadores.



Ficha técnica:
Sinopse:
Após a devastação da Terra por uma poderosa peste, um cientista se dá conta de ser o único sobrevivente vivo. A partir da catástrofe, criaturas zumbis de características vampirescas ficam habitando toda a Terra e passam a perseguí-lo para matá-lo. Para se livrar do ataque destas criaturas mortas-viva, o último sobrevivente precisa cravar uma estaca no coração para poder se salvar. 
Título no Brasil: Mortos que Matam
Título original: The last man on Earth
País de origem: EUA e Itália
Gênero: terror
Duração: 86 minutos.
Ano de lançamento: 1966
Direção: Ubaldo Ragona, Sidney Salkow
Roteiro: Richard Matheson (romance e roteiro), William F. Leicester (escritor), Furio M. Monetti (roteiro), Ubaldo Ragona (roteiro)
Elenco:
Vincent Price... Dr. Robert Morgan
Franca Bettoia... Ruth Collins
Emma Danieli... Virginia Morgan
Giacomo Rossi-Stuart... Ben Cortman
Umberto Raho ...Dr. Mercer
Christi Courtland... Kathy Morgan
Antonio Corevi... Governador

O filme já foi lançado três vezes em dvd por aqui. Mas como tem domínio público, você pode assistí-lo clicando aqui.



Faltam 20 dias.