sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Sombras do Noite (Dark Shadows) - 2012


Que Tim Burton é um ótimo diretor, é incontestável. A originalidade presente em suas obras é de fazer inveja a maioria dos realizadores atuais, em qualquer um de seus filmes é possível perceber a peculiaridade marcada pelo sombrio e bizarro. Sempre são contos de fadas, onde a princesa pode ser uma doida e nada frágil e o herói um desvirtuado, Misturado com o ambiente taciturno e fantasioso, criado por uma mente que certamente viu filmes demais. É notável que Tim Burton foi "estragado" ou "melhorado", como preferir, por suas influências. São os monstros clássicos da Universal ali, são os Ed Wood no melhor estilo B que estão em nossa tela, é a Hammer Filmes que se apresenta em clima, em sua melhor forma.

Dark Shadows, é baseado na série de Tv Americana de mesmo nome, criado por Dan Curtis, e exibida entre os anos de 1966 e 1971. Fã assumido da série, Tim Burton com a parceria de seu ator fetiche, Johnny Depp, nos apresenta a sua versão cinematográfica das Sombras Noturnas.

O filme gira em torno da família Collins, que em 1752 sai da Europa para os EUA, onde faz prosperar a cidade de Collinsport, no Maine, no ramo de vendas de peixes. Tudo vai indo perfeitamente bem com a família, até que seu filho Barnabas Collins (Johnny Depp) parte o coração de uma criada da casa, a bruxa Angelique (Eva Green), que não poupará esforços para destruir todos que rodeiam Barnabas. Menos ele, é claro, afinal em sua mente perversa, vai conquistar seu coração, transformando-o assim em vampiro e aprisionando-o em um caixão por dois séculos.

Chegando em 1972, somos inseridos novamente à família Collins, através de Victoria Winters (Bella Heathcote), uma garota estranha e um tanto misteriosa, que está indo trabalhar de tutora em Collinwood.

Sim, os Collins ainda existem, mas já não vivem seus anos de glória, falidos, são comandados pela matriarca Elizabeth (Michelle Pfeiffer), a megera da casa, que chamou a psiquiatra Dr. Julia Hoffman (Helena Bonham Carter) para ajudar David (Gulliver McGrath), o menino que vê o fantasma de sua mãe. 

É claro que não vai demorar muito para que Barnabas seja tirado de seu sono quase eterno e ser apresentado aos seus bizarros descendentes, além de ter como meta fazer a família prosperar novamente nos 113 minutos que seguem.

Johnny Depp e seu cosplay de Zé Vampir da Turma do Penadinho

Para fãs dos anos setenta é meio que obrigatório ver Sombras da Noite, seja pela representação estética da época ou principalmente pela ótima trilha sonora. Com participação de Alice Cooper, o cara que canta o horror e assumido fã do gênero, com letras muito bem encaixadas no enredo do filme.

Além disso, não falta o clima gótico, com direito a névoas e tudo mais, assim como todos os filmes do diretor é visualmente impressionante. Algo que acrescenta muito no filme, são as situações cômicas vividas por Barnabas totalmente fora de sua época. E como na série, prepare-se para ver diversos tipos de monstros como fantasmas, lobisomens, bruxas e o já citado vampiro.

Decididamente não é o melhor Tim Burton, aliás está bem longe disso, mas vale a diversão.

De bônus ainda podemos ver a lenda Christopher Lee, e como eu li em algum lugar por aí, segundo Johnny Depp foi emocionante ter a oportunidade de hipnotizar o eterno Drácula.



Ficha técnica:
Fruto da imaginação maravilhosamente deformada de Tim Burton, chega até você a história de Barnabas Collins (Johnny Depp), um impetuoso aristocrata que é transformado em vampiro por uma amante rejeitada e confinado em uma sepultura por dois séculos. Emergindo do seu caixão para o mundo em 1972, ele retorna para o que um dia foi seu majestoso lar, somente para encontrar os disfuncionais descendentes da família Collins que ainda restam. Determinado a devolver o bom nome da família à glória perdida, Barnabas é frustrado em cada uma de suas ações por sua antiga amante, a sedutora bruxa Angelique (Eva Green) nesta "selvagem e imaginativa aventura".
Título no Brasil: Sombras da Noite
Título Original: Dark Shadows
Ano de Lançamento: 2012
Gênero: Comédia
País de Origem: EUA / Austrália
Duração: 113 minutos
Direção: Tim Burton
Roteiro: Seth Grahame-Smith
Fotografia: Bruno Delbonnel
Estúdio/Distrib.: Warner Bros. Pictures
Elenco:
Johnny Depp - Barnabas Collins
Eva Green - Angelique Bouchard
Michelle Pfeiffer - Elizabeth Collins Stoddard, Matriarca da Familia
Bella Heathcote - Victoria Winters / Josette DuPres
Jonny Lee Miller - Roger Collins
Helena Bonham Carter - Dr. Julia Hoffman
Chloë Grace Moretz - Carolyn Stoddard
Gulliver McGrath - David Collins
Jackie Earle Haley - Willie Loomis
Ray Shirley - Mrs. Johnson
Ivan Kaye - Joshua Collins, o pai de Barnabas Collins
Christopher Lee - Bill Malloy
Alice Cooper - Alice Cooper
Ivan Kaye - Joshua Collins
Susanna Cappellaro - Naomi Collins
Hannah Murray - Hippie Chick
Josephine Butler - mãe de David

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Zombie Walk Caxias do Sul - 2013

Final de ano chegando e como já é de costume a caminhada dos mortos vem aí! A 7ª edição da Zombie Walk - Caxias do Sul ocorre no próximo dia 07/12, com saída prevista para as 16 horas do Parque dos Macaquinhos (Rua Alfredo Chaves) e percorre as principais ruas de Caxias.

Ao final da caminhada, em parceria com Cineclube Cine Como Le Gusta e o Vagão Bar, a Zombie Walk Caxias irá exibir o filme Mangue Negro

Mangue Negro (2008) é um dos filmes de horror brasileiro mais comentado dos últimos tempos, do capixaba Rodrigo Aragão, acabou se transformando em um fenômeno do nosso cinema independente, premiado em festivais do gênero no mundo todo. A história gira em torno de um manguezal tomado por zumbis, onde os habitantes da comunidade precisam lutar por sua sobrevivência incerta. 105 min.

A exibição está programada para começar às 19 horas no Vagão Bar e a entrada é gratuita. 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

CARGO - Um curta-metragem com Zumbis!


Oito entre dez fãs de filmes de terror amam zumbis, certo?
Dos dois que sobram, certamente um também gosta, mas afirma que o vísceral não é com ele. E o outro, o outro não deve gostar mesmo.
A verdade é que todos amam zumbis! Certamente não os de todos os tipos, como os maratonistas, os verdes, os clássicos, mas certamente algum toca o seu coraçãozinho...

Para alguns o subgênero zumbi está um tanto saturado, mas quem ama o horror sempre vai gostar de ver esses seres cambaleantes em sua tela, sejam reinventados - para poder falar mal - ou não.
Nas andanças pelo vasto mundo virtual, acabei me deparando com o Curta-metragem australiano Cargo, finalista da maior premiação de curtas do mundo, a Tropfest.

É claro que é difícil criar algo original se tratando do tema Zumbis, mas o ponto de vista e situação que o personagem se encontra aqui, não sei dizer se já foi explorado.
Enfim, sugiro "perder" sete minutos e assisti-lo... Vale muito a pena...

Dica: lenços de papel em mãos.

Sim, é emocionante...

Valeu a dica Garotas Geeks!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

História de Horror Americana (American Horror Story) - Primeira Temporada - 2011



Sinceramente, a coisa mais corajosa que já vi nos últimos tempos.

Onde, em época que o politicamente correto é vangloriado e tido como regra absoluta, o aborto é tratado de maneira recorrente, que em certo ponto, passa a ser quase normal? Onde, em época de que o feminismo é visto como lei, mulheres são tratadas e se deixam tratar como simples objeto de consumo sexual? Onde, em época de inclusão social, os realizadores têm coragem de chamar portadores de Síndrome de Down de retardados e freaks? Onde, em época que homofobia é crime hediondo, gays são tidos como aberrações, com direito a levar ferro na bunda, literalmente - hehe-? Sem contar os assassinatos, fetiches, estupros e nudez em generosas doses.

Além disso, estes assuntos são tratados tão naturalmente que tu vê que não há preconceito. Sabe quando as pessoas adquirem a capacidade de rir de si mesmas? Tipo isso.
Não me surpreenderia ao ficar sabendo que os produtores, diretores, roteiristas, enfim, os envolvidos na série, são homossexuais, negros, mulheres ou mesmo deficientes.

Não que eu concorde com tudo isso, mas é tão bom ver alguém retratando esta realidade genuinamente. Sem corromper a sua arte, para mostrar-se de acordo com o que a sociedade impõe e o melhor: sem pudores. Fico feliz que nada disso tenha sido censurado ao passar na TV, e se algo foi, imagine o festival grotesco que a História de Horror Americana seria.

Bom, por essa introdução em que praticamente fiz uma análise, mesmo sem intenção sobre personalidades,  o que condiz muito com American..., pois é tudo tão psicológico. Os personagens são tão bem desenvolvidos, tão complexos, e olha que são tantos...

Pegue altas doses de Horror de Amityville, acrescente a bizarrice e coragem de Imprint, misturada com o espetáculo inteligente e elegante de O bebê de Rosemary e terá American Horror Story.

A história gira em torna da família Harmon, que após uma série de atos trágicos e traições muda-se para uma nova casa, aparentemente perfeita e muito em conta. Falar que a casa foi palco de uma série de assassinatos e que os fantasmas permanecem nela é quase desnecessário. Da mesma maneira que dizer que algum dos novos moradores muda de personalidade, no caso o patriarca da fámilia, também é bastante óbvio, e que haverá uma inocente e desacreditada mocinha, é igualmente evidente.

O interessante é que mesmo contando a história da família Harmon, nos 12 episódios da série, antes dos créditos entrarem, vamos acompanhando em ordem cronológica alguns dos assassinatos que ocorreram antes na casa, dando mais embasamento e entendimento para as ações do fantasmas hoje.

Como já disse, os personagens são muito bem construídos, cada um com seus defeitos e principalmente seus anseios. O roteiro bastante amarrado, onde nem tudo é o que parece. Onde cada um enxerga o que quer ver, parafraseando Moira, a empregada da casa... e que empregada!!! 

Lendo alguns comentários sobre AHS pela rede, vi que foi bastante elogiado, principalmente os atores, em especial Jessica Lange, que realmente está incrível como Constance Langdon a vizinha da casa dos Harmon, e antiga moradora da mesma, envolvida em grande parte dos acontecimentos anteriores.

Se eu falar que AHS é sensual e sexual ao cubo, vou ser repetitiva? Se citar novamente o festival grotesco envolvendo infanticídios, este texto vai ficar redundante? Não sei, mas eu precidava enfatizar minha maior percepção envolvendo a série.

Uma pena só foi o fim, estávamos tão acostumados com a desgraça que caiu sobre a família Harmon, que o seu final a lá Os Fantasmas se Divertem, foi um tanto decepcionante ou uma espécie de merecida redenção, vai saber... Enfim... Acho que a Psicologia explica...

Esta primeira temporada foi exibida em 2011, pelo canal fechado FX Estados Unidos e Brasil. Também chamado de "American Horror Story: Murder House"

Em 2012, foi exibida a segunda temporada denominada "American Horror Story: Asylun". Onde vários atores presentes na primeira temporada voltaram a aparecer, mas com personagens diferentes, sem ligações com a primeira.

Em outubro deste ano, 2013, deve estrear a terceira temporada, intitulada "American Horror Story: Coven", novamente sem ligações com as outras. 



Primeira temporada episódios:

   1- "Pilot"
    2- "Home Invasion"
    3- "Murder House"
    4- "Halloween, Part 1"
    5- "Halloween, Part 2"
    6- "Piggy Piggy"
    7- "Open House"
    8- "Rubber Man"
    9- "Spooky Little Girl"
    10- "Smoldering Children"
    11- "Birth"
    12- "Afterbirth"


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Pânico (Scream) - 1996


Na verdade eu nunca gostei desse filme, acho que assisti lá por 1997, quando estava na quinta série, era assim que se chamava o ensino fundamental no meu tempo, mas a verdade é que não gostei. Não sei bem o porquê, mas o filme não mexeu comigo, talvez porque as guriazinhas da turma ficassem falando do quanto os atores eram bonitos, mas a verdade é que eu estava mais interessada em escrever contos de vampiros e seduzida pelo Bela Lugosi.

  
Passados então alguns anos, resolvi comprar o box com a quadrilogia do Pânico, afinal é um Wes Craven e por isso merecedor de estar em minha coleção. Então ontem assisti novamente Pânico, e devo dizer que assisti livre de preconceitos, simplesmente liguei a TV e tentei curtir o filme. Tal foi a minha surpresa que é possível sim, divertir-se assistindo o tal clássico do terror moderno, como alguns intitulam por aí.

A história é basicamente a mesma de qualquer slasher que se preste: "Assassino mascarado, matando jovens desprovidos de inteligência, com os hormônios a flor da pele".

O filme inicia com Drew Barrymore sozinha em casa, quando o telefone toca. Ao atender, a sexy voz convida- para um jogo (Alô! Jogos Mortais cadê a originalidade?) baseado em perguntas sobre filmes de terror. É claro que a loira clichê não será muito bem sucedida em suas respostas e acabará na faca do assassino, numa atuação digna de "Scream Queen B". E eu não considero esse parágrafo spoiler, pois se você já viu dois slashers, sabe que isso sempre acontece.

  
Passado o primeiro duplo assassinato, somos apresentados a mocinha protagonista Sidney Prescott (Neve Campbell). Uma pobre garota que há pouco tempo perdeu sua mãe, vítima de um homicídio brutal e que logo será perseguida pelo tal Ghostface, (não, não é uma máscara com a cara do Patrick Swayze, mas até seria legal se fosse).

Durante os 111 minutos de filme prepare-se para ver algumas, porém poucas mortes bobas e divertidas. A Monica do Friends bancando a jornalista gostosa que faz tudo pela matéria. Fãs de filmes de terror mostrados como retardados. Uma Rose McGowan loira muito antes de substituir sua perna por uma metralhadora. Todos misturados em um  roteiro interessante, com um final bem bolado.



O legal de Pânico são as referências. Todo o filme é baseado em outros filmes de terror, por isso é interessante procurar as citações tanto as jogadas na tua cara, como as mais ocultas. Por exemplo, ver uma personagem de relance e voltar a "fita" para ter certeza que Linda Blair faz uma ponta não creditada como repórter. Ou em outro caso, onde não teria necessidade de comentar que o zelador com sua típica blusa natalina listrada em vermelha e verde não é o Freddy Krueger.


Porém, Wes Craves se preocupou tanto em mostrar que ele e John Carpenter são os mestres do terror que em certo momento isso chega quase a cansar. Outro ponto negativo, na minha humilde opinião, é a ambiguidade da coisa, que não define se realmente quem assistiu filmes de terror demais vai começar a matar ou se isso simplesmente é mais uma parte cômica, já que a mídia sempre presume que são os filmes que tornam as pessoas violentas. Teremos nós leitores, motivos para começar a se tratar?

  
E apesar da chatice de sermos lembrados há todo momento que aquilo não é um filme e sim a vida real. Não dá para considerar um clássico, mas bem longe disso, Pânico cumpre sua promessa de divertimento e sangue!

  
Ah! E em relação aos atores bonitos do filme, continuo achando o Bela Lugosi muito, muito mais atraente.


Ficha técnica:
Sinopse: Sidney Prescott (Neve Campbell) começa a desconfiar que a morte de dois estudantes está relacionada com o falecimento da sua mãe, há cerca de um ano. Enquanto isso, os jovens da pacata cidadezinha começam a receber ligações de um maníaco que faz perguntas sobre filmes de horror. Quem erra, morre. As perguntas seguem uma lógica que será desvendada numa grande festa escolar. 
Título no Brasil: Pânico
Título Original: Scream
País de Origem: EUA
Gênero: Terror
Duração: 111 minutos
Lançamento: 31 de janeiro de 1997
Direção: Wes Craven
Produção: Cathy Konrad, Cary Woods
Roteiro:Kevin Williamson
Elenco:
Neve Campbell ... Sidney Prescott.
Courteney Cox ... Gale Weathers.
David Arquette ... Dwight "Dewey" Riley.
Drew Barrymore ... Casey Becker.
Matthew Lillard ... Stuart "Stu" Macher.
Rose McGowan ... Tatum Riley.
Skeet Ulrich ... Billy Loomis.
Jamie Kennedy ... Randy Meeks.
W. Earl Brown ... Kenny.
Liev Schreiber ... Cotton Weary.
 




quarta-feira, 10 de julho de 2013

Canal Brazuca Trash


E naquelas idas e vindas na Internet, encontrei algo que realmente me deixou muito feliz, a criação do Canal Brazuca Trash. Que segundo o próprio site tem como proposta a difusão de produções independentes do cinema trash com o intuito de facilitar o acesso dos filmes aos fãs do gênero.

Isso mesmo, você que sempre achou que não existia cinema de horror no Brasil, vai descobrir que estava redondamente enganado.

Por enquanto, o canal conta com mais de 50 títulos, entre curtas e longas, todos completos. Entre alguns dos realizadores dos filmes que já estão disponíveis, é possível encontrar vários de Petter Baiestorf, Gurcius Gewdner, Joel Caetano, entre outros.

Impossível deixar de abrir um parágrafo especialmente para citar que as maiores obras do mestre do cinema de horror nacional já estão por ali. Entre os longas disponíveis no site é possível encontrar a trilogia de Zé do Caixão, o famoso personagem criado por José Mojica Marins. Mesmo discordando que os filmes de Mojica deveriam estar com a tal nomenclatura "trash", é muito válido disponibilizar estas obras para o grande público.

Para ter acesso aos filmes é necessário fazer um cadastro no site. Mas é um cadastro tão fácil e rápido, que quando você estiver aproveitando, nem vai recordar que precisou colocar seu e-mail ali.

Fica a dica!


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Casais do Terror - Especial Dia dos Namorados

Ah! O Amor!
Quem não se sente inspirado em pleno Dia dos Namorados?
Certamente irão dizer que é só mais uma data comercial. Bom, até pode ser. Mas com certeza só irão dizer isso os solteiros, as frígidas, os misantropos; enfim, as pobres almas carentes de carinho e um colo para aconchegar-se.

Tendo como pano de fundo esta graciosa data, lembrei de alguns lindos casais, alguns apaixonantes, outros nem tanto. Mas que certamente grandes doses de amor os uniu e que ursinhos com almofadinhas de coração não estariam em suas listas de presentes.

Os casais não estão em ordem de importância, amor ou traição. ^^

Seriam eles os primeiros? O primeiro lindo casal?  
Frankenstein e sua Noiva
 
A noiva de Frankenstein - 1935

O maior galanteador de todos os tempos, apesar de um baita mulherengo, Drácula fez bonito no quesito amor no "Drácula de Bram Stoker - 1992". A versão de Coppola, mesmo não sendo tão fiel ao livro, a história de amor que persiste ao tempo, é simplesmente apaixonante, indicadissíma para ver com a namorada.
Drácula e Mina
Drácula de Bram Stoker - 1992

Bem que o Josefel Zanatas tentou procurar a mulher perfeita na maior obra que o cinema nacional já viu, só que em "À Meia Noite Levarei a Sua Alma - 1963" ele não teve muita sorte não. Mas como bom vilão de filme que és, voltou no "Esta noite encarnarei no teu cadáver - 1967" e parece que as coisas foram diferentes. Será?
  Zé do Caixão e a Mulher Perfeita (para gerar o filho perfeito)
 Esta noite encarnarei no teu cadáver - 1967

Eles são perigosos, eles matam pessoas, eles são muito foda e eles são um casal apaixonado. Que são eles?
 Mickey e Mallory Knox
 Assassinos por natureza - 1994

Sinceramente não lembro se nos filmes dos Addams, era tão evidente o amor quase possessivo entre Gomez e Morticia. Mas na série original é lindíssimo de ver.
Morticia e Gomez Addams
A família Addams - 1964 - 1966

 Na primeira impressão pode ser meio doente, mas se analisarmos nesta época Cláudia era uma mulher com cerca de 30 anos, presa em um corpo de criança. A obra máxima de Anne Rice, na única adaptação a altura das Crônicas Vampirescas. 
(E sim, eu sei que poderia ter colocado o Louis e o Lestat que teria quase o mesmo efeito).
Louis e Cláudia
Entrevista com o Vampiro - 1994

É tão apaixonante dançar ao som de planos para assar padres, advogados e atores, que fazem desse simpático casal, quase uma inspiração de vida. Me faz até lembrar de um trecho... "Como puder viver tanto tempo sem você?" 
Pena que sempre aparece uma ex para estragar belos planos de futuro.
Sweeney Todd e Mrs Lovett
Sweeney Todd - O barbeiro demoniaco da Rua Fleet - 2007

E para finalizar, quem nunca sonhou em ver alguns dos maiores astros do horror juntos? Não há fã que não seja seduzido pelos belos olhos de Barbara Steele. Não há como resistir a voz poderosa de Vincent Price. Felizmente Roger Corman conseguiu reunir estes ícones na adaptação do conto do Edgar Allan Poe, O poço e pendulo, lançado por aqui como "A Mansão do Terror - 1961"
Sebastian Medina/Nicholas e Elizabeth
Price e Steele 
A Mansão do Terror - 1961"